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Igreja de Pedras é atração em Sabará

A igreja fica no centro de Sabará

Distante apenas 20 Km de Belo Horizonte, Sabará é uma das mais importantes cidades históricas de
Minas, fundada em 1775, no final do século XVIII. A cidade guarda relíquias da nossa história, presentes em sua em seus casarões coloniais, na Casa da ópera, em seus museus e em suas igrejas imponentes, erguidas durante o Ciclo do Ouro. Muitas dessas igrejas abrigam obras do Mestre Aleijadinho, que já morou na cidade e do Mestre Ataíde, o mestre da pintura.

No Centro Histórico da Terceira Vila do Ouro de Minas Gerais, uma construção em pedras e inacabada chama a atenção, pela imponência e pelas histórias ocorridas ao longo de seus mais de três séculos de existência, que impossibilitaram sua conclusão.

É a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, construída pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos da Barra do Sabará. A irmandade dos Irmãos do Rosário foi fundada em 1713 e foi muito atuante em Sabará, durante o período do Ciclo do Ouro.

É uma obra, que mesmo inacabada, impressiona, pelas sombrias paredes, em pedra sobre pedra e detalhes imagináveis, de uma Igreja que seria uma das mais belas e imponentes de Minas.

Estar no interior da construção, emociona e intriga, pelos mais de 300 anos de existência. O que guardam essas paredes? Quais as histórias vividas e contadas neste lugar? Quantas dores e lágrimas foram derramadas em sua construção? No lugar onde foi projetada a igreja do Rosário em Sabará, existia uma pequena ermida, feita de madeira, dedicada à Nossa Senhora do Rosário. Foi demolida e no lugar, construída uma capela em melhores condições para os membros da irmandade exercerem sua fé, enquanto se construía o novo templo.

Era bem simples e rústica em seu interior, com piso e detalhes em madeira, ornamentação e talhas dos altares bem singelos. As pinturas no forro da capela diferem da simplicidade do altar capela.
São pinturas mais bem trabalhadas, simbolizando a Ladainha de Nossa Senhora.

Construção atrás da igreja

A Irmandade, conseguiu com muito esforço, em 1757, a doação, por carta régia, de seu tão sonhado terreno, onde finalmente, conseguiram dar início a construção de sua igreja. Buscaram recursos, juntaram dinheiro e ampliaram a área doada, com a compra de dois terremos próximos, em 1766.

No ano seguinte, começa a preparação do terreno, com a construção da igreja, iniciada em 1768. A parte de execução da alvenaria e cantaria, foi executada pelo mestre de obras, Antônio Moreira Gomes, contratado pela irmandade.

Era um projeto grandioso e ambicioso para a época. Mesmo durante a riqueza do Ciclo do Ouro, era um projeto bem caro, já que os membros da Irmandade, não tinham tanto dinheiro assim. Esse foi um dos fatores para a lentidão das obras de alvenaria e cantaria, que só foram concluídas, 12 anos depois, em 1780, com a conclusão das obras da capela-mor e da sacristia, na alvenaria, sem o reboco e ornamentações. A partir desse ano, com a falta de recursos, as obras continuaram bem lentas, passando pelas mãos de diversos outros mestres de obras, durante décadas, até o ano de 1878, quando os Irmãos do Rosário, decidiram concluir de vez as obras da Igreja.

Nessa época, o Brasil vivia um período conturbado em sua história, com pressão sobre a Monarquia e pelo fim da Escravidão. Isso fez com que vários os negros, se dispersassem ou mesmo, fugissem para quilombos, cada vez mais comuns naquele tempo.

Nas grandes cidades brasileiras, principalmente no Rio de Janeiro, a sede da Monarquia Imperial, a pressão pelo fim do Império e instalação da República e abolição da Escravidão eram cada vez mais frequentes, o que de fato ocorreu, anos depois. Em 13 de maio de 1888, foi abolida a escravidão no Brasil. No ano seguinte, em 15 de novembro, cai a monarquia e é instalada a República no Brasil.

Nessa situação, a Irmandade do Rosário, se viu esvaziada, sem dinheiro e sem a mão de obra, bem como a própria Igreja Católica, que não tinha também recursos para finalizar a Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Sabará. Encerraram-se então os esforços para a conclusão das obras. Do jeito que deixaram, está até os dias de hoje.

Se tivesse sido concluída, seria um dos mais imponentes e belos templos do período barroco e rococó, em Minas Gerais. Seria uma igreja singular, rica em detalhes em sua fachada e nos ornamentos internos, com seus altares ornados em ouro, pinturas e talhas finíssimas e bem trabalhadas. A igreja chama a atenção para o projeto de seu adro, que lembra a escadaria do Santuário do Bom Jesus de Matozinhos, em Congonhas MG. Por sua história, ao longo de três séculos, e importância, no dia 13 de junho de 1938, todo o acervo da Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Sabará, foi tombado pelo (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Com o tombamento, garante-se a preservação integral de toda a obra. Como é um bem tombado, não pode sofrer modificações ou alterações, apenas restaurações e reformas estruturais e necessárias, que possam garantir a integridade e preservação da obra, em sua originalidade, como foi feito entre 1944 a 1945. O visitante pode conhecer a Igreja, por dentro e por fora, além de conhecer o Museu de Arte Sacra, que funciona em uma das sacristias da Igreja. Neste museu, estão mobiliários e peças religiosas dos séculos XVIII e XIX.

A curiosa obra inacabada desperta curiosidades e instiga a imaginação dos visitantes. É um dos lugares mais visitados de Sabará, além de ser um dos lugares mais enigmáticos de Minas Gerais. As paredes erguidas em pedra bruta, assentadas, pedra, sobre pedra, pelos escravos, tem muitas histórias para contar. São mais de três séculos, com histórias reais e outras nem tanto, contada em forma de lendas, muitas delas, fantasmagóricas, criadas pelo imaginário popular.

Brasil Convention & Visitors Bureau e Embratur em projetos para o turismo

O presidente do Instituto Brasil de Convention & Visitors Bureau, Marcio Santiago, reuniu-se em Brasília, com o presidente da Embratur, Silvio Nascimento, e diretoria da agência para discutirem ações estratégicas para incrementar o segmento de turismo e eventos no país.

“Uma das ações será a realização de eventos em conjunto – entre Convention Bureaux e Embratur – para promoção do destino Brasil no exterior. Isso já trouxe excelentes resultados no passado, pois o Brasil tem boa estrutura de turismo de lazer, hospedagem e centros de convenções e expertise em recepção de eventos de grande porte e essa é uma carta importante que temos na manga”, disse Santiago.

O segmento ainda tenta se recuperar da queda nos negócios em decorrência da pandemia. Cerca de 8,1% do PIB brasileiro são provenientes do turismo que emprega um contingente de 7 milhões de pessoas direta ou indiretamente.

No primeiro ano da pandemia, de março a dezembro, o turismo deixou de movimentar R$ 270 bi na economia brasileira. O Brasil contava com aproximadamente 60 mil empresas e 2 milhões de microempresários ligados diretamente à realização de eventos. A expectativa é que até setembro o país consiga recuperar as perdas ocorridas neste período. Em 2021 o setor já conseguiu crescer 22,1% em relação ao primeiro ano da pandemia (2020). A previsão é fechar 2022 com crescimento de 2,4% sobre o ano passado.

“Apesar de todas as dificuldades, a recuperação do turismo no Brasil trará muitas melhorias que incluem a requalificação dos serviços e dos profissionais, mas também vamos requalificar os destinos. As ações internacionais de promoção do Brasil em médio prazo terão reflexos positivos na economia interna, na empregabilidade e nas receitas”, analisa Marcio Santiago.

Minas no IMEX Frankfurt

O Estado de Minas Gerais marcou presença na IMEX Frankfurt 2022, uma das principais feiras de turismo do mundo, no mês passado, na região Central da Alemanha.

A feira, que comemora 20 anos, voltou ao seu formato presencial neste ano e é realizada para organizadores de eventos, empresas, órgãos públicos e profissionais do setor de turismo. Ao todo foram 3.439 expositores de 172 países e 3.817 hosted buyers de 83 países, somando uma quantidade 69.500 reuniões, palestras e seminários.

O secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, participou acompanhado por 16 gestores de turismo a convite de Patrícia Moreira, que é a coordenadora do grupo de brasileiro.

A comitiva contou com a participação da deputada federal Greyce Elias (Avante), da secretária-adjunta de Estado de Cultura e Turismo, Milena Pedrosa, do vice-presidente da Federação dos Circuitos Turísticos de Minas Gerais (Fecitur), Felipe Conde, da representante da Investminas Bárbara Bodega e do Sérgio de Paula, presidente da Rede de Gestores Municipais de Cultura e Turismo, dentre outros.

O objetivo da participação foi promover e posicionar Minas Gerais como um novo destino internacional e também conhecer e aprender com os cases de sucesso no turismo nesse momento de pós-pandemia. Segundo Bárbara Bodega, representante da Investminas, foi possível apresentar Minas Gerais também como um destino para boas oportunidades de negócios.

“Mostramos o que temos de melhor, a mineiridade, mas, sobretudo, andamos em vários stands de companhias aéreas, países, lugares… Conhecemos outras realidades, modos de gestão do turismo e fizemos negócios. Temos várias novidades…”, destaca o secretário Leônidas.

Ao todo, foram realizadas cerca de 30 reuniões com diversos operadores internacionais, companhias aéreas, agências de viagem e países de interesse do destino Minas. Por meio delas, diversas oportunidades para o Estado foram garantidas, como o lançamento de novos voos para a América Latina e Europa e a participação de Minas Gerais em festivais internacionais, como o Coffee & Tea Expo, em Dubai, em 2023.

Além disso, será possível conferir, em breve, uma grande promoção da arte mineira no continente Europeu como parte das comemorações do bicentenário da Independência do Brasil.

“O mercado europeu tem muita afinidade com as ações da cultura mineira, com as questões ligadas ao produto cultural e gastronômico, então a participação na feira incentiva e muito a ampliação de fluxo internacional para Minas Gerais”, avalia o vice-presidente da Federação dos Circuitos Turísticos de Minas Gerais (Fecitur), Felipe Conde.

Mesmo cinco meses antes da sua 34ª edição, que acontece de 3 a 6 de novembro, o Festuris Gramado vem registrando números históricos na comparação com suas maiores edições. A feira de negócios turísticos está inclusive expandindo sua área de exposição dentro dos pavilhões do Serra Park para atender a crescente demanda do mercado. A comercialização de espaços está cerca de 30% superior a 2019 – última edição antes da pandemia –, podendo ser a maior edição de todos os tempos do evento.

De acordo com os organizadores, o volume atual de vendas para exposição no Festuris deve ser comemorado. “A demanda está muito alta, tanto que estamos ampliando a feira para ter novos locais de vendas que hoje não existem. Marcas que não participaram das últimas edições estão retornando para a feira de modo geral, incluindo companhias aéreas, destinos internacionais e outras marcas do Turismo brasileiro”, destacou o CEO do Festuris, Eduardo Zorzanello.

Enquanto o Turismo internacional ainda retoma em ritmo mais leve, o reaquecimento do mercado brasileiro é puxado pelo Turismo doméstico. Entre os expositores confirmados no Festuris até o momento, nota-se o surgimento de novos destinos que buscam promover suas belezas e atrativos ao trade.

“Quem pregou que feiras presenciais iriam acabar estava muito enganado. O ser humano vai levar muitas gerações para se robotizar. Se as tecnologias favorecem o trabalho, existe uma tendência muito grande para as pessoas se reaproximarem, maior do que tinha antes. A tendência é que tenhamos muitos eventos daqui para frente e o crescimento das feiras que possuem um formato diferenciado”, projetou a CEO do Festuris, Marta Rossi.

Diante do crescimento da feira neste ano, a ampliação também se dará no sentido de reposicionar alguns segmentos, a exemplo do Espaço Luxury, que estará em uma área maior e ampliará também a presença de buyers e expositores de diferentes procedências. Além disso, layouts estão sendo repaginados, trazendo estilos de espaços adaptados à nova economia.

Em paralelo a isso, a aposta do evento será em mais experiências dentro da feira, networking qualificado entre os participantes e conteúdo por meio de mentorias e capacitações, além de mais uma edição do Meeting Festuris.

Coluna Minas Turismo Gerais

Jornalista Sérgio Moreira @sergiomoreira63

Informações para [email protected]


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