Mesmo diante de uma greve que chega ao 22º dia nesta segunda-feira (11) sem prazo para ser encerrada, o senador Carlos Viana (PL), em entrevista à jornalista Edilene Lopes em Brasília, informou que o governo Federal não pretende atender as reivindicações dos metroviários de Belo Horizonte.

O senador, que tem atuado como líder do governo Bolsonaro, ressalta que não há como alterar o que foi previsto pelo programa de parceria e investimentos, com aprovação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo ele, a proposta precisa ser seguida à risca.

Acrescentando que, os servidores que não quiserem aderir ao plano de demissão voluntária serão transferidos dentro do quadro administrativo do governo federal. Por isso, não há risco de desemprego e a expectativa é que o processo de privatização seja oficializado em maio e com participação do presidente em um evento em Belo Horizonte.

Já a oposição defende a suspensão do processo de privatização e já recorreu, inclusive, ao Tribunal de Contas da União (TCU), que tem Antônio Anastasia como conselheiro. A informação é do deputado federal Rogério Corrêa (PT), que tem acompanhado a situação.

“É uma greve que tem como ponto central a garantia de emprego. Do jeito que esse processo de privatização está indo, os trabalhadores não têm nenhuma garantia de onde irão. E, portanto, vão se juntar aos 13 milhões de desempregados que existem no Brasil. Além disso, há uma preocupação muito grande com o preço das passagens. Hoje, R $4,50, esse preço iria pra R $7, porque não há nada de subsídio. E além disso, o governo federal tinha alocado um recurso que já não existe mais”, disse o parlamentar.


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