Com o tema Territórios de direitos, violações e práticas emancipatórias, será realizada nesta sexta-feira, 1º de dezembro, a IV Jornada de Direitos Humanos. O evento é organizado pela Rede de Direitos Humanos e a Universidade dos Direitos Humanos (UDH), em parceria com o Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre a Mulher (Nepem), da Fafich.

As inscrições, gratuitas, podem ser realizadas no site da jornada. Participantes receberão certificados. O evento terá lugar no auditório Carangola do prédio da Fafich, campus Pampulha, das 9h às 18h.

Em 2023, são celebrados os 75 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, e a Jornada tem como proposta estimular reflexões sobre os conselhos, os movimentos sociais, as universidades e o parlamento como territórios de direitos.

Programação

A abertura da IV Jornada de Direitos Humanos, a partir da 9h, contará com a presença da reitora Sandra Regina Goulart Almeida.

Na mesa da manhã, coordenada pela professora da Escola de Ciência da Informação (ECI) Maria Guiomar Frota, o tema em reflexão será Movimentos sociais, conselhos de direitos e universidades públicas.

O ativista Jadir Assis e o representante da UFMG no Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos (CONEDH) Rafael Roberto da Silva apresentam as trajetórias da população em situação de rua e os desafios para assegurar seus direitos.

Como representante do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos(CONEDH), o professor Fernando Jaime, da Faculdade de Direito, vai traçar um panorama das denúncias recebidas pelo órgão e do seu processo de atuação.

Cidadania LGBT e saúde indígena

Também durante o período da manhã, serão apresentados dois projetos de extensão coordenados por professores da UFMG que abordam a temática da jornada. O professor Marco Aurélio Prado, do Departamento de Psicologia da Fafich, vai falar sobre o projeto Direitos humanos e Cidadania LGBT.

A professora Ana Gomes, da Faculdade de Educação, tratará do projeto de extensão em desenvolvimento nos territórios Yanomami e Ye’kwana que visa à promoção da saúde e da educação. Lançada neste semestre, em parceria com a UDH, a iniciativa responde a um desafio proposto à UFMG por David Kopenawa, xamã e líder político do povo Yanomami.

Violência política de gênero

A mesa da tarde (das 14h às 17h), coordenada por Viviane Gonçalves, do Nepem, tem como foco a violência política de gênero e raça. Marília Gomes (Representante do Movimento #ElasFicam) e vereadoras e deputadas, que vêm sofrendo ameaças e perseguições políticas desde o início de seus mandatos, debaterão as formas de denúncia e de enfrentamento a essas violações.

Já confirmaram participação as vereadoras Cida Falabella e Iza Lourença (PSOL) e as deputadas estaduais Andréia de Jesus (PT), Bella Gonçalves (PSOL), Leninha (PT) e Lohanna França (PV).

A jornada será encerrada com a exibição do documentário TRANSpassadocorpos, dirigido por Otávio Kaxixó, enfermeiro formado pela UFMG, liderança do povo Kaxixó e atualmente estudante de Medicina da UFMG. No documentário, cinco indígenas falam sobre relações homoafetivas dentro e fora dos territórios. A sessão será mediada pela professora Lívia de Souza Errico.


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