A ONU pediu uma “investigação independente, eficaz e transparente” sobre a descoberta de valas comuns em dois complexos hospitalares de Gaza depois que eles foram cercados e invadidos por tropas israelenses no início deste ano.

O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, disse que estava “horrorizado” pelas cenas relatadas nos complexos de Nasser e Al-Shifa.

“Dado o clima predominante de impunidade, isso deve incluir investigadores internacionais”, disse Turk na terça-feira (23).

“Os hospitais têm direito a uma proteção muito especial sob o direito humanitário internacional. E a morte intencional de civis, detidos e outros que estão fora de combate é um crime de guerra.”

Uma vala comum com mais de 300 corpos foi descoberta esta semana no Complexo Médico de Nasser, na cidade de Khan Younis, no sul de Gaza, por trabalhadores da Defesa Civil de Gaza após a saída das forças israelenses da área.

No início de abril, profissionais de saúde exumaram cadáveres de valas comuns em Al-Shifa depois que disseram que as forças israelenses mataram centenas de palestinos e deixaram seus corpos para se decompor durante o cerco de duas semanas ao complexo no norte de Gaza.

Já no hospital Al-shifa, pelo menos 381 corpos foram recuperados depois que as forças israelenses se retiraram em 1º de abril, de acordo com a Defesa Civil de Gaza.

O Departamento de Estado dos EUA expressou preocupação na terça-feira com a descoberta “preocupante” de valas comuns.

“Os relatórios são incrivelmente preocupantes. E estamos investigando isso com o Governo de Israel”, disse o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Vedant Patel.


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