A Petrobras colocou em produção ontem (31/12) o navio-plataforma Sepetiba, no campo de Mero, bloco de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos. Esse é o terceiro sistema de produção de Mero, com capacidade para produzir até 180 mil barris de óleo e comprimir até 12 milhões de metros cúbicos de gás, tudo isso diariamente. A plataforma é do tipo FPSO, ou seja, é uma unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência, da sigla em inglês.

O FPSO Sepetiba faz parte de um sistema de produção que inclui a perfuração e a preparação do poço para a produção (completação) de oito poços produtores e oito poços injetores de água e gás que estão sendo interligados à unidade.

A unidade possui tecnologias inovadoras para aumentar a eficiência na produção e, além disso, viabilizar a atividade de CCUS (Carbon Capture, Utilization and Storage), onde o gás rico em CO2 é reinjetado no reservatório e reduz as emissões de gases de efeito estufa na atmosfera.

“Para a Petrobras, alta produtividade e descarbonização andam juntas pois, ao realizar as nossas atividades, temos como parâmetro a sustentabilidade nos negócios, bem como no meio ambiente”, explicou o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates.

A Petrobras afretou o FPSO Sepetiba da SBM, que também o construiu, para ser a terceira unidade produtora do campo de Mero, de um total de cinco, já que duas ainda serão instaladas. No prazo de um ano, entre dezembro de 2022 e dezembro de 2023, a Petrobras colocou em produção cinco FPSOs (ver figura).

Mero produz diariamente cerca de 230 mil barris de óleo e 15 milhões de m3 de gás. Trata-se de um campo unitizado, operado pela Petrobras (38,6%), em parceria com a Shell Brasil (19,3%), TotalEnergies (19,3%), CNPC (9,65%), CNOOC (9,65%) e Pré-Sal Petróleo S.A (PPSA) (3,5%), como representante da União na área não contratada.

“Vencemos o desafio de colocar cinco unidades em operação, somente neste ano. Isso demonstra a capacidade técnica da Petrobras, nossa intenção de investir no crescimento da produção e, consequentemente, no desenvolvimento do Brasil”, declarou o diretor de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Carlos José Travassos.


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