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O ex-juiz Sergio Moro disse “não ser muito simpático” à taxação sobre grandes fortunas, um imposto com alíquota fixa cobrada de pessoas que possuem renda a partir de um determinado patamar. Ele é pré-candidato à presidência da República pelo Podemos.

Em entrevista à Rádio Difusora de Mossoró (RN), ele disse temer que milionários deixem o país caso a ideia entre em vigor.

“Não sou muito simpático a esse imposto sobre grandes fortunas. O que acontece normalmente no país que adota isso é o milionário mudar de um país para o outro, porque ele tem os mecanismos para fugir dessa tributação”, disse.

O imposto sobre grandes fortunas está previsto na Constituição de 1988, mas nunca foi regulamentado. Para isso, o Congresso Nacional teria de aprovar um projeto de lei instituindo o tributo. Tanto na Câmara como no Senado, tramitam propostas prevendo a taxação, mas elas nunca avançaram.

Na entrevista dada nesta segunda-feira (21), Sergio Moro sinalizou ser contra qualquer possibilidade de aumento de impostos.

“As pessoas ficam revoltadas até em ouvir na possibilidade de elevação do tributo. Porque ela pensa ‘ah, vai ser só para grandes fortunas? Não. Vai acabar sobrando para mim’. É um tema complicado.”

Historicamente, o imposto sobre grandes fortunas é defendido por setores da esquerda no Brasil. Entre os pré-candidatos ao Planalto em 2022, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Ciro Gomes (PDT) já disseram ser favoráveis à adoção do tributo.

Dos 38 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), grupo no qual o Brasil tenta ingressar, apenas 3 possuem esse tipo de imposto (Espanha, Noruega e Suíça). Outros, como França e Alemanha, já chegaram a ter, mas aboliram a prática.

Fonte: Terra

 

 

 

 

 

 

 


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