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Embora o carnaval de rua não tenha sido oficializado em Belo Horizonte, algumas pessoas resolveram sair fantasiadas e curtir a alegria da festa mesmo sem maiores estruturas. Na noite desta segunda-feira (28/2), um grupo de pessoas tocando músicas carnavalescas reuniu foliões animados no Bairro Lagoinha.

A movimentação foi registrada na Rua Maria de Melo, entre as ruas Diamantina e Itabira. Enquanto a reportagem passou pelo local, não havia policiamento.

Neste ano, a Prefeitura de Belo Horizonte decidiu desestimular a festa, ao anunciar que não ofereceria ajuda financeira nem logística aos blocos de rua. Os participantes então, decidiram ir às ruas na cara e na coragem: sem trio elétrico, carro ou caixa de som.

Outro ponto da cidade com registro de aglomeração devido ao carnaval é a Rua Sapucaí, na Região Leste da capital. Jovens se reuniram em frente aos bares e nos arredores. Por lá a reportagem encontrou o policiamento presente, fazendo abordagens no viaduto Santa Tereza com viaturas e cavalaria.

“O carnaval aqui está bom, tranquilo, a polícia está coordenando tudo”, afirma Stefany Ramos, de 21 anos. A atendente de lanchonete conta que tem ido curtir a noite no mesmo lugar desde sexta-feira (25/2). “Estou aqui pra curtir. Está todo mundo curtindo sem barraco, sem briga”, acrescenta.

Apesar de não concordar com a falta de blocos de rua pela cidade, ela se diz satisfeita com o carnaval de 2022.

“Por mais que a gente esteja ainda na pandemia, achei um pouco desnecessário proibir, principalmente porque já voltou tudo. Mas se fossem todos os blocos, ia ter muita confusão. Aqui está todo mundo aglomerado, mas está na paz”, observa a jovem, garantindo que está vacinada contra a COVID. “Eu só ando com gente vacinada”, faz questão de afirmar.

Mesmo com pouca opção de festa, quem encontra uma aglomeração, vê também uma chance de lucrar. Marlon Martins, de 36 anos, tem usado o espaço para vender tequila. “Até agora está bem graças a Deus. Venho todo dia trabalhando desde às 19h”, conta, revelando que faturou R$ 600 desde sexta-feira (25/2).

O vendedor ambulante diz que se não fossem as restrições impostas pelo coronavírus a chance de voltar pra casa com a carteira recheada seria maior. “Por causa da pandemia avacalhou, era pra ter mais gente na rua. Não está dando pra fazer dinheiro igual 2020, mas está salvando”, lembra.

Infelizmente, ver alguém com máscara facial – proteção essencial para conter a propagação do coronavírus e tentar pôr fim à pandemia – foi uma cena rara em meio à aglomeração.

O que diz a PBH

Em nota, a prefeitura informou que “para a fiscalização no período de carnaval, a Prefeitura de Belo Horizonte instituiu 96 equipes de fiscalização Integrada, que contam com fiscais de posturas, guardas civis e agentes de fiscalização sanitária”.

E completou: “essas equipes atuam em apoio às demandas do Centro Integrado de Operações, no atendimento de denúncias e na verificação de áreas de comércio e o uso de espaços públicos”. Em 26 de janeiro, o prefeito Alexandre Kalil (PSD) anunciou que não haveria carnaval oficial em Belo Horizonte.

A PBH não proibiu expressamente o carnaval de rua na cidade, mas também não ofereceu apoio financeiro ou liberou alvará para as festas ocorrerem.

Por outro lado, autorizou a realização de festas privadas, contando que sejam cumpridas medidas de segurança – como a exigência de documentos que comprovem o teste negativo de COVID-19 ou a vacinação contra a doença.

Na sexta-feira, o Ministério Público chegou a obter uma liminar, concedida pelo juiz Wauner Machado, proibindo as festas, mas a PBH recorreu e a decisão foi derrubada.

O pedido do MP foi feito depois de o órgão questionar o município sobre as medidas a serem adotadas nas festas.  A prefeitura informou, segundo o MP, que não iria apoiar financeiramente qualquer evento nem impediria que eles ocorressem.

“A prefeitura é obrigada a recorrer, não podemos ter interferência assim. Vamos ao Tribunal de Justiça. É uma decisão, temos que respeitar, mas vamos tentar derrubar”, afirmou o prefeito Alexandre Kalil (PSD), ao comentar a liminar em entrevista coletiva durante visita às obras de contenção de enchentes na Avenida Vilarinho.

Logo depois, a Justiça acatou o recurso da PBH e suspendeu a decisão, voltando a valer os protocolos definidos pela prefeitura.

Fonte: Uai

 

 

 

 

 

 

 

 


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