O Hospital das Clínicas da UFMG é o único centro de referência em Minas Gerais para o Método Canguru, modelo de assistência humanizada que incentiva o contato pele a pele entre mãe e bebê prematuro ou de baixo peso, resultando em um menor tempo de internação. A outorga do título, concedido pelo Ministério da Saúde, ocorrerá nesta terça-feira, 23, às 10h, no auditório do Instituto Alfa de Gastroenterologia (IAG), localizado no 2º andar do prédio principal.

Em 2024, o HC-UFMG completa 30 anos de implementação dessa estratégia de saúde. Com isso, além de referência no atendimento ao recém-nascido de risco e a sua família, o hospital torna-se polo de capacitação para profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) em Minas Gerais.

“Evidências científicas mostram que, quando o bebê pré-termo é assistido por meio desse tipo de cuidado, há redução da mortalidade em 36%, na comparação com os cuidados convencionais, além de diminuição da ocorrência de infecção, hipotermia, aumento das taxas de aleitamento materno e redução da reinternação hospitalar. Para as mães, o Canguru pode reduzir a ocorrência de ansiedade e depressão”, informa a professora do Departamento de Pediatria da UFMG Maria Cândida Ferrarez Bouzada Viana, consultora do Método Canguru do Ministério da Saúde e neonatologista do HC-UFMG.

A Unidade Canguru do HC tem quatro leitos e equipe multiprofissional especializada. Lá, o cuidado materno-infantil ocorre até os sete anos de vida para as crianças que nascem com idade gestacional abaixo de 34 semanas e/ou peso ao nascimento menor ou igual a 1.500 gramas. Esse serviço de seguimento é oferecido pelo Ambulatório da Criança do Risco (Acriar), que completou 35 anos no ano passado.

Histórico

Em 1994, o HC-UFMG foi um dos pioneiros no Brasil na implantação do Método Canguru de forma sistematizada – o primeiro hospital de Belo Horizonte. O método foi idealizado pelos médicos Edgar Sanabria Rey e Héctor Gomes Martínez, da Universidade Nacional de Bogotá, na Colômbia, na década de 1970.

Edgar e Héctor inspiraram-se nos cuidados que o canguru fêmea dispensa ao seu recém-nascido, que carrega o bebê na sua bolsa abdominal em aleitamento materno exclusivo.


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