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A embaixada dos Estados Unidos no Brasil divulgou nota oficial, na noite desta terça-feira (19), em que reage às teses golpistas de Jair Bolsonaro (PL) contra o sistema eleitoral brasileiro, difundidas em reunião com embaixadores no Palácio da Alvorada na segunda-feira (18).

Na reunião, Bolsonaro repetiu suas teorias sobre fraude nas urnas – já desmentidas em inúmeras ocasiões – e atacou ministros do TSE e STF com o objetivo de desestabilizar o pleito de outubro diante de uma possível derrota.

O governo dos Estados Unidos, no entanto, não comprou a versão do presidente brasileiro e, através de sua representação diplomática no Brasil, informou que confia nas instituições brasileiras e em seu sistema eleitoral.

“Como já declaramos anteriormente, as eleições no Brasil são para os brasileiros decidirem. Os Estados Unidos confiam na força das instituições democráticas brasileiras. O país tem um forte histórico de eleições livres e justas, com transparência e altos níveis de participação dos eleitores”, diz um trecho da nota.

“As eleições brasileiras, conduzidas e testadas ao longo do tempo pelo sistema eleitoral e instituições democráticas, servem como modelo para as nações do hemisfério e do mundo”, prossegue o comunicado.

Ao final, a embaixada dos EUA diz ainda que “à medida que os brasileiros confiam em seu sistema eleitoral, o Brasil mostrará ao mundo, mais uma vez, a força duradoura de sua democracia”.

Embaixadores dizem que falas de Bolsonaro são ‘ameaça à democracia’

Embaixadores que participaram de reunião com Jair Bolsonaro (PL) nesta segunda-feira (18) não foram convencidos pelas declarações do presidente, que voltou a colocar em xeque a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro. O efeito foi exatamente o contrário: os representantes diplomáticos estão preocupados com a estabilidade democrática do país.

Segundo o jornal O Globo, que o ouviu alguns dos embaixadores que estiveram no Palácio da Alvorada, eles devem reportar aos governos de seus países que Bolsonaro não apresentou qualquer prova sobre suas alegações de que as urnas eletrônicas são passíveis de fraude.

Um dos embaixadores, por exemplo, disse que Bolsonaro ameaça a democracia ao atacar ministros de tribunais e que o presidente brasileiro insiste em “teorias da conspiração”. Outro afirmou que está “preocupado” com a democracia brasileira e que torce para que as instituições e o Poder Judiciário garantam eleições tranquilas.

Representantes diplomáticos também deram depoimentos, em condição de anonimato, ao jornal Estadão. Um deles disse que a reunião com Bolsonaro se tratou de um “ato de campanha”. Outro classificou a apresentação de Power Point exibida pelo presidente como “amadora”.

O único embaixador que se manifestou publicamente sobre a reunião com Bolsonaro foi Pietro Lazzeri, da Suíça. “Participei hoje no Palácio da Alvorada do encontro do Presidente da República com Chefes de Missão Diplomática. No ano do Bicentenário do Brasil, desejamos ao povo brasileiro que as próximas eleições sejam mais uma celebração da democracia e das instituições”, escreveu em suas redes sociais.


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