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O total de mortes por covid-19 registradas na semana entre os dias 6 e 12 de junho representou uma reversão na tendência de queda de óbitos que vinha sendo observada há mais de um mês. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 8,7 mil casos fatais foram relatados em todo o planeta nesse período, um aumento de 4% relação da semana anterior.

Regionalmente, o aumento mais expressivo no número de mortes foi observado nas Américas, com alta de 21%. No Pacífico Ocidental, que inclui a Austrália e a Nova Zelândia, a elevação foi de 17%. Em todas as outras regiões houve decréscimo nos índices.

Embora o número de casos tenha diminuído ao longo da semana analisada, há lugares no mundo que apresentaram aumento consistente nas infecções. No Oriente Médio a escalada de casos chegou a 58%, no Sudeste Asiático foi de 33% e nas Américas, de 13%.

“Mais de 3 milhões de casos foram reportados para a OMS na semana passada. Muitos países reduziram a vigilância e a testagem, nós sabemos que esse número está subnotificado. Foram 8,7 mil mortes foram reportadas. É muita coisa. Não podemos nos tornar insensíveis a esses números. Não há nível aceitável de mortes por covid-19 quando temos as ferramentas para prevenir e tratar a doença”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom.

Ele voltou a demonstrar preocupação com a desigualdade na distribuição de vacinas, testes e tratamentos contra a covid-19. “Muitos de nós que vivem em países de alta renda têm fácil acesso a essas ferramentas, agora as consideramos garantidas. Mas para muitas pessoas ao redor do mundo essas ferramentas continuam sendo mercadorias escassas”, alertou Adhanon.


Paola Tito

editor

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