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O líder do PT na Câmara, deputado federal Reginaldo Lopes, defendeu que o melhor caminho para fortalecer a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas discussões em Minas Gerais é não ter um candidato ao governo do Estado.

Em entrevista a O TEMPO na redação de Brasília, ele colocou o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), como “possível aliado”, afirmou que a maioria do partido entende que a candidatura ao Senado é prioritária no Estado, mas enfatizou que o debate se dá de forma unificada com as articulações nacionais em torno das composições de Lula. Hoje, o nome de Reginaldo Lopes está colocado como pré-candidato ao Senado.

“O meu primeiro compromisso é construir em Minas as melhores condições para a vitória do presidente Lula. Então, nós estamos debatendo. Nós estamos apresentando o nome como pré-candidato (ao Senado). O partido já oficializou isso para os aliados e possíveis aliados. Por exemplo, para o (prefeito de Belo Horizonte) Alexandre Kalil. Nós estamos apresentando o meu nome para concorrer ao Senado.Praticamente todo o nosso partido compreende, não na totalidade, mas na ampla maioria, que a eleição em Minas também está, nesse momento, polarizada entre a candidatura de Alexandre Kalil e a de (do governador Romeu) Zema.Portanto, eu acredito que é melhor para a candidatura do presidente Lula o PT não ter candidato ao governo do Estado em Minas Gerais. Agora, qual é o modelo que nós vamos compor, qual é a aliança que nós vamos estabelecer no Estado? Nós estamos debatendo”, explicou.

Na avaliação de Reginaldo Lopes, não é necessário que o partido tenha um candidato declarado ao governo. Ele afirma que levantamentos internos do partido mostram bom desempenho quando seu nome é vinculado ao de Lula.

Com isso, segundo ele, seria possível até que o PT fizesse um palanque para o ex-presidente apenas com uma candidatura ao Senado.

“O nosso partido não precisa nem coligar com algum candidato ao governo do Estado. Eu acho que nós temos um palanque. Nós podemos construir também um palanque via o Senado para o presidente Lula. É um formato. Por que eu estou dizendo isso? Pois será muito difícil o presidente Lula e o nosso partido apoiar uma candidatura ao governo sem que nós estejamos juntos compondo essa chapa.Não tem sentido um partido da importância do PT e também com candidatura do presidente Lula não compor a chapa majoritária no nosso Estado”, afirma Reginaldo Lopes.

Hoje, o grande empecilho a uma aliança com o PSD de Alexandre Kalil se dá justamente pelo fato de o partido do prefeito já ter um nome ao Senado colocado.

Alexandre Silveira, que recentemente assumiu a vaga de Antonio Anastasia, que foi para o Tribunal de Contas da União (TCU), é o pré-candidato natural da legenda para permanecer no cargo. Reginaldo Lopes, porém, destaca que o PT não pensa, por exemplo, em outra posição na chapa, como indicar um vice para Kalil.

“Hoje a nossa prioridade, e é o que defendem majoritariamente as forças internas do PT, é que nós queremos a candidatura no Senado. Até porque, nós estamos discutindo que um dos pilares é a governabilidade institucional, né? É presença no Senado e na Câmara dos Deputados”, afirma o petista, completando: “Eu falo claramente: não serei candidato a vice-governador.”

Segundo Reginaldo Lopes, todo o debate para apoio a Kalil deve se dar em conjunto com as tratativas para ter o apoio nacional do PSD a Lula. Para ele, o cenário ideal para o ex-presidente tentar vencer no primeiro turno e ter uma boa governabilidade é formalizar a federação com PSB, PV e PCdoB e contar com o apoio de outro partido, como o de Gilberto Kassab, que resiste em prestar o apoio já no primeiro turno.

“Acredito que o presidente Lula, se for eleito, ele vai ter uma federação. Eu acho que, com essa federação entre PT, PSB, PCdoB e PV, vamos eleger mais de 150 deputados. Isso dá uma boa base de governabilidade. Como unidade programática. E mais uma aliança no primeiro turno. Eu defendo que o presidente Lula seja candidato de um movimento. Não que seja candidato do PT apenas. Que ele possa ser candidato de uma ampla aliança. É melhor que o presidente Lula construa no primeiro turno, e baseado no programa, a sua governabilidade a partir da sua eleição, e não o inverso, que seria buscar a governabilidade depois da eleição. Então, seria mais fiel essa base se ela for construída no primeiro turno. Por isso que eu acho que está correto, por exemplo, se nesse movimento de redemocratização do Brasil, de redemocratização dos direitos, esse movimento de reconstrução do país, o PSD, o partido do (Gilberto) Kassab, pudesse compor esse primeiro turno conosco. Seria um caminho, porque isso daria mais governabilidade”, justificou.

Na entrevista, Reginaldo Lopes defendeu a importância das federações partidárias, que considerou uma das maiores inovações da política brasileira, e destacou a visão da oposição acerca das prioridades do governo no Congresso.

Para ele, o atual presidente não tem uma visão de país e, ao priorizar pautas de costumes no Congresso, ignora os principais problemas que o Brasil vive atualmente.

“É lamentável que o governo publique uma pauta legislativa, pela primeira vez em quatro anos, que não considere elementos que, na minha opinião, são fundamentais para a recuperação para a travessia, do ponto de vista da Covid-19, mas, em especial, para começar um processo de reconstrução no Brasil. Ou seja, na pauta que ele publicou ele tem mais objetivo de alimentar o seu palanque político, do seu grupo ideológico, fanático, do que de resolver o problema do país”, criticou Reginaldo Lopes.

Fonte: O Tempo

 

 


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