O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) relativizou, nesta quarta-feira (5), os resultados de pesquisas eleitorais recentes que indicam uma queda na aprovação de seu governo. Em entrevista às rádios Itatiaia, Mundo Melhor e BandNews FM BH, de Minas Gerais, o petista afirmou que os levantamentos só terão “proximidade com a realidade” a partir de abril ou maio de 2026.

Lula destacou que é prematuro considerar pesquisas eleitorais com dois anos de antecedência. “Estou convencido de que quando chegar lá para abril ou maio do ano que vem, as pesquisas começam a ter uma proximidade com a realidade. Mas por enquanto é muito cedo escolher quem vai ser candidato e querer medir a aprovação de um governo”, declarou.

O presidente anunciou que iniciará viagens pelo Brasil a partir da próxima semana, com o objetivo de reforçar a visibilidade das ações do governo. Ele espera que os resultados de sua administração se tornem mais evidentes até o final de 2025, refletindo-se positivamente na opinião pública.

Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (3) aponta que, se as eleições fossem hoje, Lula seria o favorito em um eventual cenário de reeleição. No segundo turno, ele venceria os principais adversários, alcançando 41% das intenções de voto contra 35% do cantor Gusttavo Lima, o nome mais forte da oposição testado no levantamento. A vantagem do petista seria de seis pontos percentuais.

Apesar disso, a desaprovação do governo atingiu um nível recorde, especialmente após a “crise do Pix” em janeiro. De acordo com a pesquisa, 49% dos entrevistados desaprovam a gestão de Lula, superando pela primeira vez sua aprovação, que agora é de 47%.

Outro levantamento do instituto PoderData, divulgado em 29 de janeiro, mostra que apenas 33% dos eleitores consideram o governo de Lula melhor que o de seu antecessor, Jair Bolsonaro. Esse número representa uma queda de quatro pontos percentuais em um mês, atingindo o menor patamar desde o início do atual mandato. Para 42% dos entrevistados, a gestão do petista é inferior à do ex-presidente.

No dia 30 de janeiro, Lula afirmou que não se preocupa com pesquisas eleitorais. “Elas não são feitas para gostar ou não gostar. São feitas para analisar, verificar se há um fundo de verdade e começar a fazer as coisas necessárias”, disse. “É muito cedo para avaliar um governo com dois anos de mandato. Deixei a Presidência em 2010 com 87% de aprovação e tenho consciência do que estamos fazendo”, concluiu.

 

Foto: Ricardo Stuckert / PR

 


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