A empresa 4UM Investimentos venceu o leilão de concessão da BR-381, no trecho entre Belo Horizonte e Governador Valadares, realizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) na tarde desta quinta-feira (29). A 4UM Investimentos garantiu a concessão ao oferecer um desconto de 0,94% sobre a tarifa básica de pedágio, tanto para pista simples (R$ 0,18380/km) quanto para pista dupla (R$ 0,25732/km). A outra concorrente, XP Investimentos, ofereceu um desconto de apenas 0,10%.
A concessão exige que a 4UM Investimentos invista aproximadamente R$ 9 bilhões na rodovia ao longo de 30 anos, sendo R$ 5,5 bilhões destinados a investimentos em melhorias e R$ 3,7 bilhões em custos operacionais.
O trecho concedido, com 303,4 km de extensão, é conhecido como “rodovia da morte” devido ao alto índice de acidentes. Ele liga os entroncamentos da BR-381 com a BR-262, em Belo Horizonte, e com a BR-116, no Leste de Minas Gerais. Entre as obras previstas no contrato de concessão estão:
– Duplicação de 27,3 km em obras remanescentes;
– Duplicação de 106,44 km em obras de ampliação de capacidade;
– Adição de 83 km de faixas adicionais;
– 51 correções de traçado;
– Construção de 23 passarelas para pedestres;
– Um ponto de parada e descanso para caminhoneiros;
– Áreas de escape.
De acordo com a ANTT, o projeto de concessão deve gerar mais de 79 mil empregos diretos, indiretos e de efeito-renda. A assinatura do contrato está prevista para até 2 de dezembro deste ano. A cobrança de pedágio começará após o 12º mês de concessão, com cinco pontos de cobrança e tarifas variando entre R$ 10,75 e R$ 13,75.
Inicialmente, o leilão da BR-381 estava previsto para novembro de 2023, mas foi adiado devido à falta de propostas. Para tornar a concessão mais atrativa, a ANTT fez alterações no projeto, incluindo a exclusão de obras de ampliação de capacidade e melhorias em um trecho específico da rodovia.
A duplicação do trecho entre Belo Horizonte e Caeté será realizada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), e mais de 2 mil famílias que vivem às margens da rodovia deverão ser realocadas para a execução das obras.

