O capitão reformado da Marinha Vilmar José Fortuna foi um dos alvos de busca e apreensão pela Polícia Federal na manhã de hoje no Distrito Federal, em mais uma fase da Operação Lesa Pátria.
Ele postou foto em frente à invasão do Congresso Nacional durante o ato golpista em Brasília em 8 de janeiro.
Fortuna é capitão-de-mar-e-guerra reformado e trabalhou como assessor no Ministério da Defesa de 2013 até o fim do governo Bolsonaro. Ele foi exonerado.
A PF prendeu hoje Débora Rodrigues dos Santos, mulher que pichou a frase “perdeu, mané” na estátua da Justiça em frente ao STF (Supremo Tribunal Federal) durante os atos golpistas de 8 de janeiro. Nelson Ribeiro Fonseca Júnior, que roubou da Câmara uma bola assinada por Neymar, também foi detido.
A corporação cumpre 46 mandados de busca e apreensão e 32 de prisão preventiva no DF e em nove estados. A PF deflagrou hoje a 8ª fase da Operação Lesa Pátria contra os atos golpistas de 8 de janeiro.
Até o momento, 12 pessoas já foram presas.
Outro preso na operação da PF também é Fábio Alexandre Oliveira, invasor que sentou na cadeira do ministro Alexandre de Moraes, apurou a reportagem.
PF também prendeu em Penápolis, no interior de São Paulo, Elton Paliota Ferrote, que gravou o vídeo de Fábio.
Sargento da reserva da Polícia Militar e ex-vereador de Feira de Santana (BA), Josafá Ramos também foi preso hoje.
O capitão reformado da Marinha Vilmar José Fortuna foi um dos alvos de busca e apreensão.
Os estados onde a PF cumpre os mandados
Bahia: 2 mandados de busca e 2 prisão;
Distrito Federal: 2 mandados de busca;
Espírito Santo: 1 mandado de busca e 1 de prisão;
Goiás: 2 mandados de busca e 2 de prisão;
Maranhão: 1 mandado de busca e 1 de prisão;
Minas Gerais: 9 mandados de busca e 8 de prisão;
Paraná: 2 mandados de busca e 2 de prisão;
Rondônia: 11 mandados de busca;
Rio Grande do Sul: 3 mandados de busca e 3 de prisão;
São Paulo: 13 mandados de busca e 13 de prisão.
A força-tarefa procura identificar pessoas que participaram, financiaram, omitiram-se ou fomentaram os fatos ocorridos em Brasília.
Sete crimes são investigados pela PF: abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição, deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.

