O ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou neste sábado (31) que, apesar da recente mudança na presidência da Vale, a empresa se comprometeu a manter sua proposta inicial ao governo federal para a renovação das concessões ferroviárias que explora no Brasil. Renan Filho destacou que, com a nova gestão, o governo e a Vale vão concentrar esforços para verificar se a proposta da mineradora se alinha às expectativas do governo ou se será necessária uma contraproposta para chegar a um acordo satisfatório para ambas as partes. As declarações foram feitas após sua participação em um painel da Expert, evento promovido pela XP Investimentos em São Paulo.

Em 18 de agosto, Renan Filho já havia mencionado que o valor acordado para a renovação das concessões seria significativamente superior aos acordos anteriores. No entanto, ele não especificou um prazo para a conclusão do processo. O ministro detalhou que quatro renovações antecipadas de concessões foram realizadas com a Vale, das quais duas já foram renegociadas e assinadas, enquanto uma está sob análise do Tribunal de Contas da União (TCU), aguardando a tramitação do entendimento do acordo. Ele não forneceu informações adicionais sobre a quarta renovação.

Renan Filho também indicou que, nos próximos dias ou meses, o governo enviará ao TCU, em conjunto com a Vale, um acordo já em estágio avançado. Ele ressaltou que os valores envolvidos no acordo já foram incluídos no Orçamento deste ano e podem ser considerados no de 2025. No entanto, o ministro alertou que ainda é necessário alcançar um entendimento claro sobre esses valores. “Essas receitas não são líquidas e certas, e, no contexto do Orçamento, são inseridas como possibilidade de receita extraordinária,” explicou Renan Filho.

O processo de renovação das concessões ferroviárias é crucial para o governo e a Vale, pois envolve a continuidade das operações ferroviárias que desempenham um papel vital na logística e transporte de minérios no país. As negociações entre o governo e a mineradora continuam, com o objetivo de garantir que os termos acordados sejam benéficos tanto para o desenvolvimento da infraestrutura nacional quanto para os interesses econômicos envolvidos.