O Irã lançou uma série de mísseis balísticos contra Israel na tarde desta terça-feira, 1º de outubro, em resposta à recente invasão terrestre de Israel no Líbano. Sirenes de alerta foram ativadas em várias partes de Israel, incluindo Tel-Aviv e Jerusalém, enquanto as defesas aéreas do país foram acionadas para interceptar os mísseis.

Este ataque marca uma escalada significativa nas tensões do Oriente Médio, colocando duas das maiores potências militares da região em rota de colisão direta. Apesar da superioridade militar de Israel, o país agora se encontra envolvido em três frentes de guerra simultâneas, o que torna a situação ainda mais desafiadora.

De acordo com as forças armadas israelenses, o Irã disparou aproximadamente 180 mísseis, dos quais a maioria foi interceptada. No entanto, alguns mísseis atingiram áreas no centro e no sul de Israel. As autoridades israelenses instruíram a população a buscar abrigo por mais de uma hora. Até o momento, não houve relatos de vítimas em Israel, mas na Cisjordânia ocupada, um palestino foi morto por estilhaços de um míssil.

Diante do ataque, os comandantes israelenses se reuniram para avaliar a situação. O porta-voz militar israelense, contra-almirante Daniel Hagari, afirmou que o Irã “pagará um alto preço” pela ofensiva e que Israel responderá à altura. Teerã, por sua vez, advertiu que lançará novos mísseis caso Israel decida contra-atacar.

A Casa Branca também se posicionou sobre o incidente, com um alto funcionário dos Estados Unidos afirmando que o país está comprometido em defender Israel. O governo americano alertou que um ataque direto ao Estado judeu “traria graves consequências para o Irã”. Nos últimos dias, os EUA reforçaram suas defesas na região em resposta à escalada dos bombardeios israelenses no Líbano.

Este ataque do Irã abalou a suposição de que Teerã teria sido dissuadido pelos sucessivos golpes sofridos nos últimos meses. Desde julho, Israel foi responsável pela morte de Ismail Haniyeh, líder político do Hamas, na capital iraniana, e do líder do Hezbollah, Hasan Nasrallah, em Beirute.

A Guarda Revolucionária do Irã confirmou que o ataque foi uma retaliação às mortes de vários líderes do Hezbollah, incluindo Nasrallah. O governo iraniano prometeu mais ataques caso Israel responda militarmente. Em comunicado à ONU, o Irã declarou que seus mísseis são uma “resposta legítima aos atos terroristas de Israel” e ameaçou com uma “resposta esmagadora” caso Israel reaja.

Com o aumento das tensões, Israel reforçou as restrições de circulação em Tel-Aviv e Jerusalém. O governo israelense pediu aos moradores de Tel-Aviv que se mantenham em locais seguros nas próximas horas.

Durante o ataque iraniano, o espaço aéreo de Israel foi temporariamente fechado, com voos sendo redirecionados para destinos alternativos. As autoridades israelenses já reabriram o espaço aéreo após o fim do ataque.

Antes do ataque iraniano, Tel-Aviv já enfrentava outra crise, com um ataque a tiros no bairro de Yaffo que resultou na morte de seis pessoas e ferimentos em outras sete. Os terroristas foram mortos pela polícia israelense. Imagens transmitidas pela mídia local mostraram dois homens armados com rifles em trajes normais.

Este é o segundo ataque direto do Irã contra Israel em 2023. Em abril, outro ataque iraniano levou os cidadãos israelenses a se refugiarem em bunkers, em um evento que ficou marcado como o maior ataque da história do país persa. Naquele momento, o Irã utilizou 170 drones, 30 mísseis de cruzeiro e 120 mísseis balísticos.

A atual ofensiva do Irã ocorre em meio à escalada militar de Israel no Líbano, onde um contingente de 10 mil soldados israelenses está realizando operações terrestres para desmantelar a infraestrutura do Hezbollah. Segundo as Forças de Defesa de Israel (FDI), mais de 70 operações foram conduzidas no Líbano desde o início das hostilidades com o Hamas no ano passado.


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