O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou que o ataque com mísseis contra Israel, ocorrido nesta terça-feira (1º), foi uma ação de defesa dos interesses e cidadãos iranianos. Em uma postagem no X (antigo Twitter), Pezeshkian enfatizou que a ofensiva representava “apenas uma parte do nosso poder”.
“Esta ação foi em defesa dos interesses e dos cidadãos do Irã. Que [o primeiro-ministro israelense Benjamin] Netanyahu entenda que o Irã não busca o confronto, mas permanece firme contra qualquer ameaça”, afirmou o presidente. Ele também advertiu: “Não entre em conflito com o Irã”.
O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, também se pronunciou. Em uma mensagem publicada em hebraico no X, Khamenei declarou que os “golpes” contra Israel se intensificariam. “Com a ajuda de Deus, os golpes sobre o regime sionista ficarão mais fortes e mais dolorosos”, alertou.
O ataque iraniano ocorreu após Israel lançar uma operação terrestre limitada no norte, cruzando a fronteira com o Líbano, contra o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã. A situação escalou após a morte do líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, em um ataque aéreo israelense na sexta-feira (27), gerando temores de uma guerra regional de maiores proporções.
A ofensiva iraniana contra Israel acontece em meio ao conflito entre o Exército israelense e o Hezbollah, uma das principais forças paramilitares da região, apoiada por Teerã. Desde o início das hostilidades, Israel tem realizado uma série de ataques aéreos no Líbano, focados em eliminar a infraestrutura militar do Hezbollah.
Esses bombardeios atingiram várias áreas do Líbano, incluindo a capital Beirute, forçando milhares de pessoas a fugir para abrigos e deixar o sul do país. A morte de Nasrallah foi confirmada pelo próprio Hezbollah, elevando ainda mais as tensões entre o grupo libanês e Israel.
Os ataques entre Israel e o Hezbollah intensificaram-se após o início da guerra na Faixa de Gaza, onde o grupo libanês é aliado do Hamas. A invasão do território israelense pelo Hamas, em 7 de outubro de 2023, resultou em centenas de mortes e reféns, aumentando o nível de violência na região.
Com os bombardeios no Líbano, milhares de moradores do norte de Israel, que fazem fronteira com o país, foram forçados a abandonar suas casas. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu diversas vezes que esses cidadãos retornariam em segurança às suas residências. No dia 17 de setembro, Israel estabeleceu oficialmente o retorno dessas pessoas como um dos objetivos de guerra.
Entre as vítimas recentes dos conflitos, dois adolescentes brasileiros foram mortos nos ataques. Em resposta, o governo brasileiro, através do Itamaraty, condenou a escalada de violência e pediu o fim imediato das hostilidades. Com o aumento da crise, o Brasil anunciou uma operação de repatriação para resgatar seus cidadãos que estão no Líbano.

