Marcando um momento histórico no esforço global pela igualdade de gênero, o encontro do G20 reuniu líderes dos países-membros e ministras brasileiras envolvidas nas pautas de igualdade de gênero e empoderamento das mulheres. Nesta sexta-feira (11) a primeira reunião ministerial de Empoderamento Feminino da história do G20 aconteceu em Brasília. Durante a abertura, a delegação sul-africana garantiu que o Grupo de Trabalho terá continuidade durante a presidência de 2025.
A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, abriu a reunião destacando a importância desse marco e a participação de várias ministras brasileiras e da primeira-dama do Brasil, Janja da Silva. Estavam presentes as ministras Esther Dweck (Gestão e Inovação), Luciana Santos (Ciência e Tecnologia), Marina Silva (Meio Ambiente), Anielle Franco (Igualdade Racial) e Macaé Evaristo (Direitos Humanos e Cidadania). Cida enfatizou que “este encontro marca um ano intenso de construções, diálogos e negociações sobre a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres com as maiores e mais importantes economias do mundo”.
Ao longo de 2024, equipes técnicas se reuniram para debater temas fundamentais como o desenvolvimento econômico e social das mulheres, resultando na construção de compromissos concretos que colocam a igualdade de gênero como prioridade. “Nós buscamos, nesse espaço do G20, compromissos que coloquem as mulheres no coração das estratégias de crescimento econômico e desenvolvimento de nossos países, que abram as portas da ciência e da tecnologia para meninas e jovens”, declarou Cida Gonçalves.
A ministra falou da urgência de derrubar as barreiras que impedem as mulheres de alcançar os espaços nos altos escalões, como a violência de gênero, a misoginia, e a discriminação no mercado de trabalho. “Não basta falar de oportunidades se não enfrentarmos as barreiras que impedem as mulheres de alcançá-las”, destacou Cida, ressaltando que o empoderamento feminino precisa incluir todas as mulheres, especialmente as mais marginalizadas.
Durante a reunião, foram destacados alguns avanços alcançados ao longo de 2024, com a incorporação da igualdade de gênero nas pautas de diversos grupos de trabalho do G20, como o GT de Emprego, que reconheceu a economia do cuidado como um tópico vital para a promoção da autonomia das mulheres, e o GT de Transição Energética, que pautou o impacto desproporcional da pobreza energética sobre as mulheres.
Durante a reunião, foram destacados alguns avanços alcançados ao longo de 2024, com a incorporação da igualdade de gênero nas pautas de diversos grupos de trabalho do G20, como o GT de Emprego, que reconheceu a economia do cuidado como um tópico vital para a promoção da autonomia das mulheres, e o GT de Transição Energética, que pautou o impacto desproporcional da pobreza energética sobre as mulheres.
A ministra também reforçou que “o G20 tem a oportunidade de liderar”, mostrando ao mundo que é possível construir economias fortes e justas com a igualdade de gênero no centro das políticas públicas. Ela mencionou que as negociações levaram à criação de um documento que representa “um avanço significativo”, resultado de um processo de intensa diplomacia e cooperação internacional.
Outro destaque foi o papel central que as mulheres desempenham nas questões climáticas. Cida Gonçalves observou que “não basta reconhecer que as mulheres são as mais afetadas pelas mudanças climáticas. Precisamos colocá-las no centro das soluções para a crise climática”. A ação climática com perspectiva de gênero foi apontada como uma das prioridades, reconhecendo que as mulheres são fundamentais na adaptação e mitigação dos impactos ambientais.
Durante a reunião, a primeira-dama do Brasil, a socióloga Janja Lula, destacou o compromisso do país com a pauta feminina, mas acredita que; “infelizmente ainda temos um longo caminho a percorrer, principalmente para a efetivação da igualdade de gênero”. Janja ressaltou a importância de garantir que as pautas de igualdade de gênero façam parte das políticas públicas globais.
“Conseguir acessar alimentos de qualidade suficientes para sua nutrição, trabalho e renda, para o sustento de suas famílias, é a condição humana mais essencial para que mulheres e meninas possam usufruir de outros direitos e saírem da condição de exclusão. É inaceitável que estejamos com o PIB global na casa de trilhões, mas que milhares de meninas e mulheres ainda tenham que andar quilômetros para buscar água, alimento e ainda cozinhar com lenha, carvão e querosene, especialmente nos países do Sul Global”.
“Conseguir acessar alimentos de qualidade suficientes para sua nutrição, trabalho e renda, para o sustento de suas famílias, é a condição humana mais essencial para que mulheres e meninas possam usufruir de outros direitos e saírem da condição de exclusão. É inaceitável que estejamos com o PIB global na casa de trilhões, mas que milhares de meninas e mulheres ainda tenham que andar quilômetros para buscar água, alimento e ainda cozinhar com lenha, carvão e querosene, especialmente nos países do Sul Global”.
A criação da Aliança Global contra a Pobreza e a Fome foi apontada como uma ferramenta importante para diminuir as desigualdades que afetam principalmente as mulheres em todo o mundo. Cida Gonçalves passou uma mensagem de esperança e compromisso: “A igualdade de gênero é uma condição para o desenvolvimento sustentável e econômico. Temos motivos para estarmos esperançosas. O caminho à frente é desafiador, mas o compromisso demonstrado pelos membros do G20 nos dá força para continuar.”

