Com a segunda migração partidária do senador Carlos Viana, do MDB para o PL, o candidato presidencial à reeleição por esse partido, presidente Jair Bolsonaro, implodirá a base política da reeleição de Romeu Zema (Novo). O governador mineiro é candidato à reeleição, mas não quis fazer aliança com Bolsonaro, que o ajudou a se eleger em 2018.
Além de apoiar oficialmente Viana para governador e tirar sua própria base, Bolsonaro ainda está cobrando do deputado federal Marcelo Aro e de seu partido (PP) uma aliança com seu candidato.
Aro reivindicava vaga na chapa de Zema, que também deverá montar chapa puro-sangue com membros apenas de seu partido. O mais cotado para vice é o ex-secretário Mateus Simões.
PSDB quer lançar candidato próprio
Zema deverá perder mais um aliado. O PSDB, que não foi convidado para a chapa majoritária de reeleição do governador, ensaia lançar candidato próprio ao governo mineiro. O nome mais cotado é o do atual vice-governador, Paulo Brant, tendo como vice o ex-deputado federal Marcus Pestana.
O Novojornal revelou, com exclusividade, na sua edição de sexta-feira (1º) que Brant é, de fato, candidato ao governo de Minas. Diversas lideranças tucanas de alto coturno, ouvidas pelo portal de notícias, confirmaram a intenção do vice-governador.
Zema se descola do Planalto
Depois de passar o período da pandemia do coronavírus evitando entrar em atrito com o governo federal e com o presidente Jair Bolsonaro, o governador de Minas, Romeu Zema (Novo), tem, nos últimos dias, se distanciado da imagem do chefe do Planalto e endurecido as críticas à condução realizada por Brasília diante da crise sanitária.
Zema defendeu que o governo federal criasse, desde o início, protocolos para que todos os Estados e municípios pudessem proceder de forma uniformizada no combate ao coronavírus. “Mas nós começamos a ver, infelizmente, foi uma guerra de comunicação. Então, a sociedade acabou não tendo a informação necessária, não tendo esclarecimento necessário”, disse.
O deputado federal Tiago Mitraud avaliou as críticas feitas pelo governador como pertinentes e que refletem as falhas da União. “Quem antes achava que ele estava se colando no governo por elogiar uma medida positiva, pode ser que agora enxergue que ele está querendo se descolar, uma vez que há cada vez menos coisas a se elogiar no governo federal, e as questões a se criticar vão aumentando”, declarou.

