A Coreia do Norte anunciou nesta quarta-feira (16) que mais de 1,4 milhão de jovens se alistaram voluntariamente no exército nos últimos dias. Esse aumento significativo de adesões ocorreu após o governo norte-coreano acusar a Coreia do Sul de enviar drones ao seu território, provocando uma reação militar e ameaças de retaliação.

Segundo a agência oficial de notícias KCNA, os alistamentos ocorreram nos dias 14 e 15 de outubro, envolvendo estudantes e líderes de organizações juvenis. A mobilização foi descrita como uma resposta patriótica para “eliminar a escória da República da Coreia”, acusada de violar a soberania norte-coreana com a infiltração de drones.

Embora o serviço militar seja obrigatório na Coreia do Norte, alistamentos voluntários em massa não são incomuns durante momentos de alta tensão com a Coreia do Sul ou os Estados Unidos. Nos últimos meses, as relações entre as duas Coreias se deterioraram, com Pyongyang intensificando seu discurso contra Seul.

O regime norte-coreano alega que os drones sul-coreanos foram utilizados para lançar panfletos propagandísticos sobre a capital, Pyongyang, o que teria causado uma escalada de tensão. Em resposta, o governo norte-coreano colocou brigadas de artilharia em estado de alerta e avisou que novos envios de drones seriam tratados como “declaração de guerra”.

Em resposta às acusações, o ministro da Defesa sul-coreano, Kim Yong-hyun, negou qualquer envolvimento oficial de seu governo no envio dos drones. O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul afirmou que não pode confirmar a veracidade das alegações norte-coreanas.

Especialistas sugerem que os drones podem ter sido enviados por grupos civis sul-coreanos, que tradicionalmente lançam panfletos propagandísticos ao Norte utilizando balões ou drones pequenos e difíceis de detectar pelas defesas aéreas dos dois países.


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