As propostas do governo Romeu Zema (Novo) para privatizar a Cemig e a Copasa serão analisadas pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) apenas em 2025. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (27) pelo líder do governo na ALMG, João Magalhães (MDB), após a aprovação, em primeiro turno, do reajuste nas contribuições do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado (Ipsemg).
“Aí, (estas propostas) só ano que vem”, declarou Magalhães, indicando que as privatizações serão adiadas. Protocoladas em 14 de novembro pelo então governador em exercício, Mateus Simões (Novo), as propostas ainda aguardam leitura em plenário pelo presidente da ALMG, Tadeu Leite (MDB). Essa etapa, assim como o debate, deve ocorrer no início do próximo ano.
Mateus Simões, que planeja leiloar as empresas no segundo semestre de 2025, já previa que as discussões seriam postergadas. “Há uma perspectiva razoável de votações no começo do próximo ano”, disse o vice-governador.
O plano para a Cemig é transformá-la em uma corporação, mantendo 17,04% das ações sob controle estadual, com o poder de veto garantido pela “golden share”. Já a Copasa seria totalmente privatizada, com o Estado vendendo sua participação de 50,03% e repartindo os recursos com os municípios concedentes.
Foto: Alexandre Netto

