O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas de tempestades para diversas regiões do país, com destaque para Minas Gerais, que está no centro das previsões. Os avisos, que têm grau de severidade classificado como perigo e perigo potencial, seguem em vigor até as 10h desta quarta-feira, 4, e abrangem também estados como Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Para Minas Gerais, a previsão inclui chuvas intensas que podem variar de 30 a 60 milímetros por hora ou entre 50 e 100 milímetros por dia, além de ventos fortes com velocidades entre 60 e 100 km/h e possibilidade de queda de granizo. Entre as áreas mineiras mais afetadas estão o Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba, Zona da Mata, Campo das Vertentes, Vale do Rio Doce, Jequitinhonha, Norte de Minas e Região Metropolitana de Belo Horizonte.
O Inmet alerta para os riscos associados às tempestades, como cortes de energia, queda de árvores, alagamentos e danos a plantações. Em caso de ventos intensos, a orientação é evitar abrigo sob árvores, devido ao risco de queda e descargas elétricas, e manter distância de placas e torres de transmissão. “Se possível, desligue aparelhos elétricos e o quadro geral de energia. Contate a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193 para obter mais informações e suporte”, recomendou o instituto.
Além do alerta principal, um segundo aviso classificado como perigo potencial destaca chuvas mais moderadas em várias áreas de Minas Gerais, com acumulados entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros por dia, e ventos de 40 a 60 km/h. Nesse caso, os riscos incluem quedas de galhos de árvores e descargas elétricas, mas com menor chance de alagamentos e interrupções de energia.
Entre as áreas mineiras abrangidas por este segundo alerta estão o Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba, Jequitinhonha, Norte de Minas, Campo das Vertentes e Região Metropolitana de Belo Horizonte. A situação é semelhante em outras regiões do país, mas Minas Gerais concentra boa parte das áreas afetadas pelos dois tipos de alerta, reforçando a necessidade de atenção dos moradores do estado.
Os impactos climáticos podem se estender a diversas atividades em Minas Gerais, especialmente no setor agrícola, que desempenha um papel crucial na economia do estado. As chuvas intensas, apesar de importantes para o abastecimento hídrico, podem provocar estragos em plantações e dificultar o escoamento da produção agrícola.
Os alertas reforçam o papel da prevenção e da informação, especialmente em estados como Minas Gerais, onde a diversidade geográfica aumenta a complexidade das previsões climáticas. Regiões montanhosas, como a Zona da Mata e o Campo das Vertentes, podem ser particularmente vulneráveis a alagamentos e deslizamentos de terra, enquanto áreas do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba podem enfrentar danos em plantações e infraestrutura devido aos ventos intensos.
O Inmet recomenda que a população mineira acompanhe regularmente as atualizações meteorológicas e siga as orientações das autoridades locais para garantir a segurança. Embora o estado esteja habituado a períodos de chuva intensa nesta época do ano, o grau de severidade dos alertas destaca a importância de medidas preventivas, como evitar deslocamentos desnecessários durante tempestades e proteger áreas suscetíveis a enchentes e deslizamentos.
Em Belo Horizonte e região metropolitana, os riscos incluem alagamentos em vias urbanas e interrupções no fornecimento de energia. O trânsito pode ser severamente impactado, especialmente em áreas já conhecidas por pontos de inundação. O poder público reforçou as equipes de emergência para atender a possíveis ocorrências e destacou a importância de evitar regiões de risco.
Com os alertas do Inmet, Minas Gerais se prepara para enfrentar dias desafiadores, reafirmando a necessidade de atenção redobrada dos moradores e autoridades. Os eventos climáticos reforçam a importância de sistemas de monitoramento e prevenção, garantindo a segurança da população e minimizando os impactos econômicos e sociais das tempestades.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

