Ângela Carrato – Jornalista. Professora do Departamento de Comunicação Social da UFMG. Membro do Conselho Deliberativo da ABI

 

A teoria do jornalismo ensina que qualquer notícia deve abordar os diversos aspectos/ lados de um fato. É assim em todo veículo minimamente sério, exceto na mídia corporativa brasileira. A cada dia ela se afasta mais dos fatos e é utilizada por seus proprietários, os super-ricos, como arma em defesa dos próprios privilégios e dos privilégios da classe dominante, da qual fazem parte, sem contar que  ainda joga toda a responsabilidade sobre a desinformação nas redes sociais.

Uma parcela do público percebe as jogadas, mas a maioria, em graus variados, se deixa levar por manipulações e mentiras divulgadas pelas Globos da vida.

Como se sabe, uma mentira repetida mil vezes acaba ganhando status de verdade.

Se no final do ano, tradicionalmente a mídia faz o balanço dos principais acontecimentos, a partir de sua ótica e interesses, considero importante inverter esta história e mostrar as maiores manipulações divulgadas pela mídia brasileira em 2024.

Numa época em que as pessoas pretendem ir direto ao ponto, vai aqui um roteiro para quem quiser conferir a canalhice reinante na mídia corporativa brasileira. O roteiro não estabelece ordem de grandeza para tais canalhices, uma vez que integram uma mesma estratégia para alienar, manipular e afastar as pessoas da compreensão de situações e fatos de enorme gravidade que incidem sobre suas vidas.

1. Minimizar os planos golpistas de militares e civis revelados pela Polícia Federal

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, estava certíssimo quando decidiu retirar o sigilo do relatório final da Polícia Federal sobre as ações golpistas que desembocaram na destruição da Praça dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023, e prosseguiram depois. Nas 840 páginas do relatório estão detalhadas situações estarrecedoras, a exemplo do plano de militares ligados ao então presidente Jair Bolsonaro, para matar o presidente Lula, o vice Geraldo Alckmin e o próprio Moraes.

Outro aspecto impressionante é a revelação de que os golpistas pretendiam, caso fossem vitoriosos, criar campos de concentração para seus opositores, que nada ficariam a dever ao que fizeram os nazistas na Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial, e Augusto Pinochet, após a derrubada do governo de Salvador Allende, no Chile.

Se um plano para assassinar Donald Trump, Emmanuel Macron ou Javier Milei fosse descoberto, haveria manchete por semanas na mídia brasileira. Seria assunto para reportagens, comentários, análises e, sobretudo, editoriais indignados. Não há nada de trivial em planos deste naipe, mas aqui a mídia corporativa fez cara de paisagem e naturalizou o assunto, evitando que as pessoas percebessem a gravidade e de como o Brasil esteve por um fio para mergulhar numa ditadura mais sangrenta ainda do que a iniciada em 1964.

2. Destaque para a cela do general Braga Netto em vez de suas ações golpistas

A prisão do general golpista de quatro estrelas, Braga Neto, é uma das poucas na história da nossa República, pois os militares desfrutam de muito poder e quase sempre tutelaram governos civis. A prisão preventiva de Braga Netto, num governo democrático e civil, tem a importância de jogar por terra esta realidade. A mídia deveria ter feito reportagens sobre o assunto, mostrando as diversas vezes em que os militares interferiram ou tentaram interferir nos rumos da vida nacional e as graves consequências disso.  No entanto, a mídia corporativa brasileira preferiu abordar o assunto pelo lado mais despolitizado possível: regalias que o general estaria tendo em sua prisão, numa dependência militar no Rio de Janeiro.

Braga Netto, como agora se sabe, esteve no centro da trama para assinar Lula, Alckmin e Morais. Foi na sua casa que este plano foi aprovado. O assunto não deveria merecer muito destaque?

Ao contrário do que fizeram generais e patentes menores durante a ditadura iniciada em 1964, Braga Netto não corre qualquer risco de ter seus direitos desrespeitados, ser alvo de tortura, desaparecer sumariamente como aconteceu com vários militantes de esquerda ou de perseguição à sua família. Ele terá direito ao devido processo legal. Quem quiser conhecer mais sobre o assunto, assista ao filme “Ainda Estou Aqui”, do diretor Walter Salles Júnior, indicado ao Oscar, em exibição em todo o país, porque se depender da mídia corporativa, ela continuará dando destaque a detalhes menores e escondendo do público o que realmente interessa.

3. Emendas secretas e emendas pix constituem corrupção pesada

É inacreditável a forma com que a mídia corporativa brasileira trata essas emendas que, como disse o ministro Flávio Dino, do STF, são “corrupção, sim”. Elas integram a pesada herança deixada por Bolsonaro em permanente “aperfeiçoamento” pelo atual presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. Significam que os parlamentares, principalmente os de extrema-direita aliados a Lira, podem destinar recursos às suas bases, sem necessidade de informar quem vai receber, o quanto será destinado e para qual objetivo.

A falta de transparência possibilita corrupções de proporções gigantescas como as do “Rei do Lixo”, envolvendo o empresário Marcos Moura, que integra a cúpula do União Brasil e é próximo do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto. A suspeita é de desvio de R$1,4 bilhão por meio de emendas e fraudes em licitações. O caso, sob investigação, está longe de ser o único.

Bolsonaro aceitou este sistema de emendas, a fim de impedir que seus mais de 100 pedidos de impeachment, devidamente fundamentados, fossem colocados em pauta por Lira. Foi graças a este expediente que ele, mesmo cometendo os absurdos que cometeu, se manteve no poder. O governo Lula herdou esta realidade, que tem como consequência o Congresso Nacional executar, sem transparência, algo em torno de R$ 60 bilhões, praticamente metade do  valor de que dispõe o governo para investir em políticas públicas.

Na prática, o Congresso Nacional está impondo à revelia da população brasileira, o regime semipresidencialista.

O presidente Lula, seu ministro da Fazenda Fernando Haddad, e o próprio STF têm tentado mudar este quadro, mas não é fácil. A extrema-direita reage fortemente a qualquer tentativa de mudança, ameaçando votar contra projetos de interesse do governo Lula, como a Reforma Fiscal, aprovando o andamento de projetos que ferem direitos adquiridos ou são flagrante violação aos direitos humanos como o fim do aborto em quaisquer situações e a castração química para pedófilos.

Era para a mídia corporativa, que em outras épocas se mostrou tão “preocupada” com o combate à corrupção, estar informado à população como o dinheiro que paga em impostos está indo para o bolso de alguns poucos espertalhões.

Mas não.

A mídia insiste em culpar o governo Lula por ainda pagar uma parcela destas emendas, a menor possível, sem explicitar a chantagem de que o governo é vítima.

É interessante observar a forma quase reverencial com que esta mídia trata o “coronel” Arthur Lira, escondendo as inúmeras denúncias de corrupção que pesam sobre ele e até denúncias de agressão física contra a ex-esposa. O prezado leitor ou leitora já imaginou o escândalo que esta mídia faria se tais denúncias pesassem sobre Lula, petistas ou parlamentares de esquerda? Para a mídia que, durante anos, alimentou a mentirosa narrativa de que houve Mensalão Petista, o mínimo que teria que fazer agora é mostrar como os parlamentares da extrema-direita agem ao cobrarem do governo para aprovar projetos que beneficiam e melhoram a vida das pessoas.

Essa mesma mídia teria a obrigação de mostrar como, mesmo recebendo parte dos recursos destinados a tais emendas, estes paramentares iludem a população, impedindo o fim dos altos salários de magistrados e juízes e o fim do não pagamento de impostos por parte de 19 setores empresariais, a começar pela própria mídia. Mais ainda: esta mídia deveria mostrar como os deputados de extrema-direita desidrataram a Reforma Fiscal, aprovando um texto em que armas e munições praticamente ficam isentas de impostos.

No entanto, é dentro deste contexto que a mídia corporativa faz coro com o mercado financeiro para que o governo promova cortes nos gastos públicos apenas no que se refere a investimentos em educação, saúde e programas sociais.

Nada decortes no queijo deles e dos mais ricos!

Você leu, ouviu ou assistiu algum noticiário no qual se abordava o escândalo as emendas secretas e pix como sendo grossa corrupção? Ouvir qualquer crítica por parte da mídia sobre a isenção de impostos para empresas bilionárias? Ouvir qualquer referência positiva à proposta do governo Lula de taxar progressivamente quem ganha acima de R$ 50 mil por mês e isentar quem recebe até R$ 5 mil mensais do pagamento de Imposto de renda?

4. O aplauso às taxas de juros estratosféricas

O mandato de Roberto Campos Neto à frente do Banco Central vai até 31 de dezembro, mas, na prática, sua gestão contra o Brasil e o povo brasileiro acabou nesta sexta-feira (20/12). Deixa como herança uma taxa de juros em estratosféricos 12,25% ao ano, a segunda maior do mundo. A primeira é a da Rússia, que se encontra em guerra.

O objetivo de Campos Netto, um bolsonarista que tenta se passar por técnico, era travar o governo Lula, mesmo que para isso impedisse o desenvolvimento da economia brasileira. Não conseguiu o intento, seja no ano passado, seja agora, com o PIB  devendo crescer, pelo segundo ano consecutivo, acima dos 3%, bem acima da média mundial. No entanto, este crescimento poderia ter sido muito maior se esta taxa tivesse ficado entre 6 e 8%, como indicam economistas independentes.

Taxas de juros altos interessam apenas aos rentistas, aquele pessoal que não produz um prego sequer e joga permanentemente a favor de ganhar muito dinheiro com a especulação. E foi isso o que aconteceu ao longo de todo o ano, em especial nas duas últimas semanas em que a cotação do dólar bateu em R$ 6,20.

O cenário internacional marcado por incertezas fez com que a moeda estadunidense se valorizasse, mas a sua valorização no Brasil foi acima de qualquer justificativa plausível, deixando claro que se tratava de ataque especulativo.

Não por acaso, ao mesmo tempo em que o valor do dólar disparava em relação ao real, pesquisa do Instituto Quaest indicava que dos pouco mais de 100 agentes financeiros  nacionais consultados, mais de 90% se colocavam contra a política econômica do atual governo. Um evidente atestado de que o chamado “mercado” odeia qualquer tentativa de se colocar “os pobres no orçamento e cobrar impostos dos ricos”.

Além de ter passado o ano inteiro elogiando Campos Netto e suas “acertadas” medidas financeiras, esta mídia fingiu de morta quando, quase ao mesmo tempo em que esse cidadão aumentava em mais 1% a taxa Selic, o Banco Central dos Estados Unidos (FED) diminuía em um ponto a taxa de juros de lá, agora oscilando entre 3,5 e 4% ao ano. Detalhe: a inflação nos Estados Unidos está em 5,4% ao ano, acima da brasileira, que deve fechar 2024 em 4,6%.

Se isso não é sabotagem, por parte da mídia, será o que?

O resultado, no entanto, é muita gente, que não entende nada de nada, cair nas mentiras da mídia e responsabilizar o governo Lula pela alta do dólar.

5. A torcida da mídia e do “mercado” contra a vida e a saúde de Lula

Quando o presidente Lula teve que viajar às pressas para São Paulo, a fim de se submeter a uma cirurgia para conter o sangramento na cabeça, a mídia corporativa brasileira e o tal “mercado”, sequer disfarçaram a satisfação.

Quando a equipe médica que atendia a Lula anunciou, a pedido do próprio presidente, que ele faria uma segunda intervenção cirúrgica, o fato foi comemorado por estes setores, com a cotação do dólar até diminuindo.

Com absoluta má vontade a mídia acompanhou o período em que Lula esteve no hospital, os três dias após a alta hospitalar em que permaneceu em sua residência, em São Paulo, e o seu retorno a Brasília, na sexta-feira, onde ofereceu almoço de final se ano aos seus ministros e reuniu-se com o novo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Para a mídia e o “mercado” que já davam Lula fora do páreo na disputa presidencial em 2026, as imagens destes eventos foram terríveis.

Alguns veículos reagiram com comentários etaristas e a velha cantilena de que é preciso buscar uma “terceira” via.

O desespero para essa turma é que a tal “terceira via” não existe.  O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, queridinho do grupo Globo, mostra-se cada dia mais queimado, seja pela chacina que sua polícia tem praticado contra cidadãos comuns, seja pelo desastre que sua gestão vem se revelando. Quanto a Bolsonaro, sempre uma alternativa desta mídia para enfrentar Lula, além de inelegível, deve ser processado e, em breve,  julgado e preso.

6. O silêncio da mídia sobre a suspensão das férias do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do ministro Alexandre de Moraes

Desde que a tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023 foi debelada, a mídia corporativa brasileira passou a criticar as ações do ministro Alexandre de Moraes,  acusando-o de “abuso de autoridade”. Acusação que incluiu a sua decisão de suspender a rede social X, ex-Twitter, até que aceitasse cumprir a legislação nacional. Essa mesma mídia, que dá razão ao bilionário golpista Elon Musk em detrimento dos interesses nacionais, voltou à carga depois que se soube que a Morais caberia, como membro do STF, julgar o processo dos golpistas.

Durante vários dias tais questões estiveram presentes na mídia, mas praticamente não houve repercussão quando o STF, por 10 votos a 1, decidiu que é constitucional e legal Moraes julgar este processo. Até porque não apenas ele, mas o STF como um todo esteve na mira de Bolsonaro e dos golpistas.

Como se isso não bastasse, essa mídia que vinha criticando a “demora” do procurador-geral da República, Paulo Gonet, em se posicionar sobre o assunto, possivelmente engoliu em seco a notícia de que ele e o próprio Moraes suspenderam as férias de final de ano para trabalhar nestes processos. Pelo que se sabe, Gonet deverá dividir o inquérito sobre os atos golpistas em várias partes, para facilitar não só o julgamento, como deixar mais visível a atuação de cada um dos 37 indiciados.

Onde estão as reportagens sobre o assunto?

Estes julgamentos prometem se tornar os mais importantes da história brasileira. Resta saber se a mídia corporativa os transmitirá ao vivo, como fez com o suposto Mensalão Petista ou as mentirosas Operações da Lava Jato.  O certo é que se tentar manter a atual cara de paisagem, corre o risco de ver a sua audiência migrar para a mídia independente, com suas pós-TVs, algumas já com mais de um milhão de inscritos.

7. Três ataques em uma semana

A criminosa atuação da TV Globo contra Lula no último debate na eleição presidencial de 1989, que já se transformou em um dos mais conhecidos exemplos de crimes da mídia, voltou a se repetir na semana passada. Na maior cara de pau, a família Marinho  fraudou a entrevista que Lula  concedeu, com exclusividade à TV Globo, no dia em que teve alta hospitalar.

A entrevista foi veiculada pelo Fantástico, mas ao contrário de levar ao ar os 20 minutos de conversa da repórter Sônia Bride com o presidente, as falas de Lula foram editadas e nelas incluída mentiras que contestavam estas falas. Agindo assim, a família Marinho deixa claro que continua sendo lavajatista e que está a anos luz de qualquer autocrítica em relação ao que fez no passado.

Também a repórter Sônia Bride lamentavelmente deu mostras de que lado está, quando se trata da verdade dos fatos e do que determina o patrão.

Por Bride ser profissional de renome e que não teria dificuldades em obter outro emprego, caso não aceitasse a armação e fosse demitida, pode-se observar a que ponto chegou a degradação no jornalismo brasileiro.

Para aqueles que ainda pensavam que poderia ter sido um erro da emissora, é importante lembrar que na segunda-feira (16/12), o Jornal Nacional voltou à carga contra Lula, mentirosamente responsabilizando-o pela alta do dólar e que na sexta-feira (20/12) tentou, a partir de uma inocente reportagem sobre cartilhas de crianças ao Papai Noel, desmoralizar a política de combate à fome do atual governo.

Estranhamente, três crianças bem nutridas e bem vestidas, falaram para repórteres do JN que em suas cartilhas ao Papai Noel pediram bicicletas, bonecas e “cestas básicas”.

Nunca vi criança pedir cesta básica. Elas nem sabem o que é isso, mas as crianças entrevistadas pelo JN sabiam e pediram. O nome disso é manipulação envolta em todo o sentimentalismo que a época natalina propicia. Tudo com o objetivo de tentar desmoralizar a política de combate à fome de Lula, que no passado teve como resultado a retirada do Brasil do Mapa da Fome da ONU e que volta a mostrar sua eficácia com o Brasil encerrando o ano com a menor taxa de pobreza desde 2012.

Some-se a isso que a mídia corporativa brasileira não engoliu a vitória do presidente Lula ao conseguir a adesão de 82 países da União Europeia e da União Africana, de 24 organizações, 9 entidades financeiras e 31 entidades filantrópicas e não governamentais, para uma política que ele considera como sendo “o nosso maior legado”. A Aliança Global contra a Fome e a Pobreza foi lançada por ele em 2024, ano em que o Brasil esteve à frente do G-20.

Alguém se lembra de o JN ter feito reportagem com crianças chorando, durante o governo Bolsonaro, pedindo a volta de seus entes queridos, mortos pela negligência e pelo negacionismo do ex-capitão e de seus ministros?

8. A mídia que considera Milei referência para a América Latina

De todas as manipulações e mentiras veiculadas pela mídia corporativa brasileira em 2024, talvez nenhuma supere o fato de em editorial, jornais como O Globo e Folha de S. Paulo defenderem o governo do extremista de direita, Javier Milei, como exemplo de gestor para os países da América Latina.

Milei, em pouco mais de um ano, jogou metade da população argentina na pobreza. Os relatos do desespero dos mais pobres e de setores da classe média do país vizinho são aterradores. Como ele está cumprindo o que quer a classe dominante de seu país e os que osinteresses dos Estados Unidos determinam, é apresentado aqui como gestor competente e modelo a ser seguido.

Por si só, isso já seria suficiente para mostrar o que pensa e de que lado está a mídia corporativa brasileira.

Não por acaso, 2025 tem tudo para ser um ano marcado por muitos avanços e também por enormes desafios. Um dos maiores será o governo Lula conseguir enfrentar e se contrapor a essas mentiras e manipulações.

Lula parece ter acordado para a importância da comunicação e deve tomar providências a respeito, que não podem se limitar a uma eventual troca de ministro ou de equipe na área.  Por ouro lado, o compromisso com a verdade dos fatos não pode depender apenas do governo. Passou da hora de os mais diversos setores, das universidades públicas aos sindicatos e movimentos sociais, igualmente assumirem esta luta.

Basta de mídia que defende golpistas e corruptos!

Basta de mentiras e de narrativa única!

O momento não poderia ser mais propício: terceiro ano de governo, sem Lira na presidência da Câmara dos Deputados, sem Campos Netto no Banco Central e com golpistas a caminho da cadeia.

O governo Lula pode finalmente começar.