Nesta quinta-feira, o Exército israelense lançou um grande ataque aéreo em áreas do Iêmen controladas pela milícia Houthi, apoiada pelo Irã, em resposta a sucessivos ataques do grupo contra Israel. Segundo relatórios iemenitas, o bombardeio atingiu o aeroporto internacional de Sana, reduto dos Houthis, além de outras infraestruturas consideradas estratégicas.
O Exército de Israel declarou que os caças também bombardearam usinas de energia em Hezyaz e Ras Kanatib, classificadas como “infraestrutura militar usada pelo regime terrorista Houthi”. Além disso, alvos nos portos de Al-Hudaydah, Salif e Ras Kanatib, na costa oeste do Iêmen, também foram atingidos. Este é o quarto ataque aéreo de Israel ao Iêmen no último ano.
Na última semana, caças israelenses percorreram mais de 1.600 quilômetros para bombardear alvos semelhantes, como instalações energéticas, tanques de combustível e depósitos de petróleo. Segundo a emissora Al-Masirah, afiliada aos Houthis, nove pessoas morreram nos ataques mais recentes.
A ofensiva ocorre em meio à escalada de hostilidades. No sábado, um míssil lançado pelos Houthis atingiu um playground em Tel Aviv, ferindo moradores e causando danos significativos. Outro míssil, disparado na terça-feira, foi interceptado fora do território israelense, segundo o Exército de Israel. Na quarta-feira, um drone lançado do Iêmen cruzou o espaço aéreo israelense e caiu em uma área aberta.
Os Houthis intensificaram seus ataques contra Israel desde os eventos de 7 de outubro de 2023, quando o Hamas liderou ofensivas que desencadearam a guerra em Gaza. Agindo em solidariedade ao Hamas, os Houthis têm lançado mísseis e drones contra Israel e navios comerciais no Mar Vermelho, perturbando uma das principais rotas de comércio global.
Israel reafirma sua determinação em neutralizar as capacidades militares dos Houthis, enquanto o grupo iemenita mantém sua postura de confrontação, ampliando o impacto do conflito regional.
Foto: Mohammed Huwais

