O colapso da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, entre Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA), deixou pelo menos 10 mortos e sete desaparecidos. Fabrício Galvão, diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), reconheceu que o órgão é responsável pelo acidente ocorrido no dia 22 de dezembro.
A ponte, com mais de 60 anos e 533 metros de extensão, fazia parte das rodovias BR-226 e BR-230, importantes para a região Norte. Durante o desabamento, 10 veículos, incluindo caminhões que transportavam ácido sulfúrico e defensivos agrícolas, caíram no Rio Tocantins.
Relatórios técnicos apontavam problemas estruturais na ponte há anos. Em 2020, o Dnit identificou 19 tipos de danos, incluindo fissuras em pilares, falhas de concretagem e inclinações visíveis a olho nu. Apesar do “elevado nível de danificação” registrado, não foi apontado risco iminente de colapso.
Em 2024, o Dnit lançou um edital para reabilitar a ponte ao custo de R$ 13,3 milhões, mas não recebeu propostas. Questionado sobre a ausência de interdição da estrutura, Galvão afirmou que a comissão do órgão está investigando as causas do acidente e possíveis negligências.
Agora, o Dnit planeja gastar entre R$ 100 milhões e R$ 150 milhões na construção de uma nova ponte no local, após a demolição da estrutura restante. O trabalho será realizado sob situação de emergência.
A Polícia Federal também investiga o caso, enquanto o Corpo de Bombeiros e a Marinha continuam as buscas por desaparecidos. No domingo, 29 de dezembro, a décima vítima foi encontrada. As operações de mergulho, suspensas devido ao risco de novos desabamentos, foram retomadas após dois dias de paralisação.
Foto: Bombeiros Militar/Governo do Tocantins

