Com frigoríficos reduzindo as negociações na primeira semana de 2025, o preço do boi gordo encerrou a quinta-feira (2/1) sem alterações significativas. A indústria paulista mantém escalas de abate em torno de sete dias, o que contribuiu para a estabilidade das cotações.
Em Barretos (SP) e Araçatuba (SP), o boi gordo foi cotado a R$ 320 por arroba, enquanto a vaca e a novilha ficaram em R$ 292 e R$ 310 por arroba, respectivamente. O “boi China”, com características específicas para exportação ao mercado chinês, também registrou o mesmo preço de R$ 320 por arroba em São Paulo.
Das 32 regiões pecuárias analisadas, apenas Redenção (PA) apresentou alta nos preços, com o boi gordo cotado a R$ 277 por arroba. Nas demais localidades, os valores permaneceram estáveis.
Após a valorização significativa do boi gordo nos últimos meses, especialistas apontam para a possibilidade de ajustes para baixo no primeiro trimestre de 2025. Esse movimento seria resultado de uma demanda interna mais contida, característica sazonal desse período, quando a população enfrenta despesas típicas como impostos e férias escolares.
No curto prazo, o regime regular de chuvas deve favorecer os pecuaristas, permitindo que eles controlem melhor a oferta de bovinos terminados em pastagens. No entanto, as chuvas também podem provocar a saída antecipada de animais de sistemas de terminação intensiva.
Para o restante do ano, espera-se uma redução na oferta de bovinos para reposição, especialmente bezerros, o que pode levar ao aumento dos preços e estimular a retenção de matrizes. Esse cenário reforça a expectativa de mudanças no ciclo pecuário ao longo de 2025.
Foto: Arquivo/Agência Brasil

