A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) mobilizou uma ampla força-tarefa para reparar os danos causados pelo forte temporal que atingiu a capital mineira na noite de quinta-feira (16). A ação envolve mais de 350 profissionais e um aparato de máquinas, incluindo cinco retroescavadeiras e cerca de 40 caminhões, atuando nas áreas mais afetadas.

As equipes da Subsecretaria de Zeladoria Urbana (Suzurb), Defesa Civil Municipal, Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), Companhia Urbanizadora e de Habitação de Belo Horizonte (Urbel) e da Secretaria Municipal de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania (SMASAC) concentram esforços em regiões críticas como a Avenida Vilarinho, em Venda Nova; Avenida Teresa Cristina, na região Oeste; e Avenida Heráclito Mourão de Miranda, na Pampulha.

O prefeito em exercício, Álvaro Damião, visitou as áreas afetadas na manhã de sexta-feira (17), acompanhando os trabalhos.

A Defesa Civil, com 136 profissionais em regime de plantão, atua em turnos de 24 horas. A Urbel mobilizou cerca de 50 técnicos sociais, engenheiros e geólogos para vistorias em vilas e favelas. Simultaneamente, a SLU colocou 90 garis e 14 caminhões na limpeza das vias. Até a manhã de sexta-feira, foram recolhidas 43 toneladas de resíduos, sendo 20 toneladas apenas na Avenida Teresa Cristina. Cerca de 70 mil litros de água foram utilizados para lavagem de ruas.

A Suzurb está empregando 80 trabalhadores, 27 caminhões e cinco retroescavadeiras na limpeza e reconstituição de redes de microdrenagem e pavimentos. A previsão é de que os serviços em áreas como as avenidas Vilarinho e Teresa Cristina sejam concluídos até domingo (19), dependendo das condições climáticas.

A intensidade das chuvas surpreendeu. Na Pampulha, o volume de precipitação chegou a 58 mm em apenas duas horas, representando mais de 17% do esperado para todo o mês de janeiro. Em Venda Nova, o índice foi de 51,5 mm no mesmo período, equivalendo a 15% da média mensal.

Nos últimos anos, a PBH investiu em importantes obras para minimizar enchentes. Na Avenida Teresa Cristina, inserida na bacia do Arrudas, foram concluídas bacias de detenção com capacidade total superior a 1 bilhão de litros d’água. Entre elas estão as bacias do Córrego Bonsucesso (250 milhões de litros), do Túnel/Camarões (400 milhões de litros) e do Olaria/Jatobá (180 milhões de litros).

Além disso, a bacia de detenção B5, com capacidade de 270 milhões de litros, foi concluída em 2022 na região Oeste. Localizada na Vila Sport 2, essa estrutura regula o escoamento das águas pluviais, reduzindo inundações na Avenida Teresa Cristina.

Em Venda Nova, a caixa de captação da Avenida Vilarinho, concluída em 2021, armazena 10 milhões de litros e desempenha papel crucial na drenagem das vias durante tempestades. Apesar dos avanços, obras adicionais são necessárias para enfrentar eventos extremos.

Na região de Venda Nova, obras de macrodrenagem nos córregos Vilarinho, Nado e Ribeirão Isidoro continuam. Dois grandes reservatórios subterrâneos, Vilarinho 2 e Nado 1, com capacidade de armazenamento de 115 milhões de litros cada, estão sendo implantados. O reservatório Vilarinho 2 já está parcialmente funcional, armazenando 60 milhões de litros durante chuvas intensas.

O investimento nas obras chega a R$ 263 milhões, com recursos da Caixa Econômica Federal. Essas estruturas visam mitigar os impactos de enchentes recorrentes em pontos críticos, como a Avenida Vilarinho e a Rua Dr. Álvaro Camargos.

A primeira etapa das obras no Córrego do Nado, nas sub-bacias Lareira e Marimbondo, foi entregue em 2022. Foram construídas barragens de concreto com capacidade de 78 milhões de litros, melhorando o escoamento no córrego Vilarinho. Para essa etapa, foram investidos aproximadamente R$ 98 milhões.

Foto: Adão de Souza/PBH


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