A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar novamente o país do Acordo de Paris representa um duro golpe para a Conferência do Clima (COP 30), programada para novembro no Brasil, em Belém (PA).
Como maior emissor histórico de gases de efeito estufa, os Estados Unidos têm um papel crucial no combate às mudanças climáticas. No entanto, a postura de Trump pode desencorajar outros países a adotarem medidas mais ambiciosas, comprometendo os avanços globais no enfrentamento ao aquecimento global. Além disso, assessores do governo avaliam que Trump não participará do evento, reforçando a percepção de isolamento dos EUA em discussões climáticas.
Diante desse cenário, há expectativa de que a China assuma protagonismo na COP 30, reafirmando seu compromisso com a redução de emissões de carbono. Essa postura poderia, em parte, compensar a ausência de Trump e minimizar os impactos negativos de sua decisão. Por outro lado, existe o receio de que a atitude dos Estados Unidos inspire outros países a recuarem em seus compromissos climáticos.
O presidente Lula tem buscado intensificar os preparativos para a COP 30. Uma reunião realizada nesta terça-feira (21) discutiu a organização do evento, que será o principal momento do Brasil no cenário internacional em 2024. Ainda sem um presidente oficial para liderar a conferência, Lula estuda indicar o embaixador André Corrêa do Lago, especialista em questões ambientais e negociador do Brasil em Cúpulas do Clima da ONU.
O tempo é curto para o Brasil ajustar a logística e a pauta da COP 30. A escolha do presidente da conferência é vista como essencial para superar desafios e garantir o sucesso do evento, especialmente em um contexto de alerta global. Em 2024, o aumento da temperatura média global acima de 1,5 ºC já expôs de forma alarmante os impactos das mudanças climáticas.
Foto: Allison Robbert

