Com o objetivo de reduzir casos e óbitos causados por dengue, Zika e chikungunya, o Ministério da Saúde intensificou, a partir de segunda-feira (20), sua campanha de conscientização e mobilização, especialmente em estados com tendência de aumento dessas arboviroses. A iniciativa ocorre durante o período sazonal, quando há maior risco de surtos devido às chuvas e altas temperaturas.

O slogan da campanha, “Tem sintomas? A hora de ficar atento à dengue, Zika e chikungunya é agora”, reforça a importância de identificar sinais precoces das doenças. Os sintomas incluem manchas vermelhas no corpo, febre, dores de cabeça e desconforto atrás dos olhos. A orientação é procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS) ao identificar tais sinais. A ação foca em estados como Acre, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, Tocantins e o Distrito Federal.

A campanha será divulgada amplamente por canais digitais, televisão, rádio e locais de grande circulação. Além de conscientizar sobre os sintomas, o Ministério da Saúde incentiva a população a eliminar criadouros do mosquito “Aedes aegypti”. O governo sugere dedicar apenas 10 minutos semanais para verificar e controlar possíveis focos de reprodução do inseto em casa.

Os sinais mais comuns da dengue costumam surgir entre 4 e 10 dias após a picada do mosquito infectado. Eles incluem:

– Febre alta de início abrupto;

– Dor de cabeça intensa, especialmente atrás dos olhos;

– Dores musculares e nas articulações;

– Manchas vermelhas na pele (exantema);

– Náuseas, vômitos e dor nas costas;

– Conjuntivite (olhos vermelhos).

Segundo a ministra da Saúde, Nísia Trindade, o governo federal prioriza diagnóstico precoce, prevenção e assistência médica durante o período sazonal. “Estamos unindo esforços para proteger a população no momento mais crítico”, afirmou. A primeira fase da campanha, lançada em 18 de outubro, já destacava a eliminação de criadouros do mosquito com o slogan “Tem 10 minutinhos? A hora de prevenir é agora”.

Outro ponto reforçado é a vacinação contra a dengue como estratégia preventiva. Contudo, a oferta de doses ainda depende do fornecimento pelos fabricantes. Em setembro de 2024, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra anunciaram o Plano de Ação 2024/2025, com um investimento de R$ 1,5 bilhão para combater arboviroses como dengue, chikungunya, Zika e oropouche.

Além disso, o Ministério da Saúde criou o Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública para Dengue e outras Arboviroses (COE Dengue). Este núcleo, instalado no início do ano, apoia gestores locais e atua na vigilância e resposta a casos específicos, fortalecendo a prevenção e o controle durante períodos críticos.

Foto: Thiberio Rodrigues/MS

 


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