O Governo Federal, por meio de uma parceria entre a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e a Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), está desenvolvendo uma metodologia inédita para dimensionar a força de trabalho necessária no atendimento às populações indígenas. O objetivo é fortalecer o sistema de saúde indígena com planejamento participativo, levando em conta as especificidades culturais, sociais e geográficas desses povos.

“Além de identificar a força de trabalho necessária, buscamos promover o diálogo entre gestores, trabalhadores e comunidades indígenas, garantindo soluções construídas coletivamente e valorizando os profissionais da saúde. Isso permitirá avaliar o quadro atual, identificar lacunas e ajustar a força de trabalho para atender às demandas de cada região”, explicou Carol Diogo, técnica da Sesai.

O Planejamento e Dimensionamento da Força de Trabalho na Saúde Indígena (PDFTSI) foi iniciado em maio de 2024, com a criação de um grupo de trabalho dedicado à elaboração da metodologia. O projeto começou pelo Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami e Ye’Kwana (Dsei-YY), onde oficinas, diagnósticos e coleta de dados foram realizados para moldar um método adaptado às necessidades locais.

Em janeiro de 2025, o projeto entra na fase de validação, com o Dsei Alagoas e Sergipe sendo o primeiro a receber visitas técnicas entre os dias 10 e 14 de fevereiro. Após isso, os Dsei Minas Gerais e Espírito Santo, Araguaia e Parintins também participarão das etapas de validação.

“A proposta não é apenas técnica, mas também um compromisso de adequar os serviços de saúde às realidades indígenas, promovendo equidade, eficiência e integração”, destacou Carol Diogo.

Ainda em 2025, está previsto um evento para apresentar os resultados consolidados do projeto. Em 2026, a formação e a implementação da metodologia deverão ser estendidas aos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas do Brasil.

Fotos: Franklin Paz/MS


Avatar

administrator