Com a proximidade das eleições para as presidências da Câmara e do Senado, marcadas para sábado, 1.º de fevereiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu exonerar temporariamente ministros que possuem mandato no Legislativo. No entanto, Marina Silva, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática, e Sônia Guajajara, do Ministério dos Povos Indígenas, não serão afastadas de suas funções.
De acordo com fontes do Palácio do Planalto, a decisão busca evitar possíveis constrangimentos no caso de um ministro votar contra a orientação do governo, que apoia Hugo Motta para a sucessão do comando da Câmara. Guajajara é filiada ao PSOL, que lançou a candidatura de Henrique Vieira. Já Marina Silva fundou a Rede Sustentabilidade, que tem apenas um deputado federal, Túlio Gadelha, apoiador de Motta. No entanto, como a Rede está federada ao PSOL, esse apoio poderia gerar atritos entre os partidos.
Lula vai exonerar temporariamente onze ministros com mandatos no Legislativo. Quatro deles atuarão na eleição para o Senado, onde o favorito é Davi Alcolumbre, ex-presidente da Casa. Entre os ministros da Câmara que serão afastados estão Alexandre Padilha, André Fufuca, Celso Sabino, Juscelino Filho, Luiz Marinho, Paulo Teixeira e Silvio Costa Filho. No Senado, os exonerados incluem Camilo Santana, Carlos Fávaro, Renan Filho e Wellington Dias.
A decisão faz parte da estratégia do governo para garantir apoio nas eleições do Congresso, reforçando a influência do Palácio do Planalto nas articulações políticas.
Foto: Roque de Sá/Agência Senado

