A transição no Ministério da Saúde teve início com uma reunião entre o futuro titular da pasta, Alexandre Padilha, e a atual ministra, Nísia Trindade. Padilha, que já comandou o ministério entre 2011 e 2014, destacou que sua prioridade será reduzir o tempo de espera no Sistema Único de Saúde (SUS).

“Farei uma transição com um olhar detalhado. Como médico, farei um diagnóstico junto com a ministra. A partir de agora, minha dedicação é total para o desafio que o presidente Lula estabeleceu, que também é uma obsessão minha: reduzir o tempo de espera para atendimento de saúde no Brasil”, afirmou Padilha nesta quinta-feira (27/2) em um vídeo publicado nas redes sociais.

Padilha apareceu no gabinete de Nísia e interagiu com servidores, incluindo aqueles com quem trabalhou anteriormente, durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

Ele elogiou o trabalho de Nísia Trindade, ressaltando que a ministra liderou a reconstrução do ministério após uma gestão marcada por negacionismo e oposição à ciência. “Tenho certeza de que a transição será muito mais tranquila do que aquela que Nísia teve que enfrentar ao assumir a pasta. Ela recebeu o ministério de uma gestão contrária à ciência e à vida. Tenho a sorte de suceder uma defensora do SUS, uma cientista competente e uma equipe que se esforçou para reconstruir a Saúde”, disse.

A substituição no Ministério da Saúde foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última terça-feira (25/2). Desde 2023, Padilha comanda a pasta das Relações Institucionais, que coordena a articulação entre o Governo Federal e o Congresso Nacional. Agora, ele retorna à Saúde com a missão de aprimorar o atendimento no SUS e dar continuidade às políticas de fortalecimento do sistema público de saúde.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


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