A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), que assumirá a Secretaria de Relações Institucionais na próxima segunda-feira, dez de junho, afirmou que não ingressará no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para promover uma “guerra” política e rejeitou a possibilidade de confronto com a agenda econômica do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de quem já foi crítica.

“Fui nomeada para cuidar da articulação política”, declarou Gleisi ao portal G1 nesta quarta-feira, afastando qualquer interferência direta em decisões econômicas.

À frente da pasta de Relações Institucionais, seu principal objetivo será consolidar alianças estratégicas para a próxima eleição presidencial. “Vou fazer tudo o que for possível para garantir a vitória em dois mil e vinte e seis. Buscarei essas alianças”, enfatizou.

Gleisi tem um histórico de críticas à política econômica de Haddad. Em dezembro de dois mil e vinte e três, sob sua liderança, o PT aprovou uma resolução que classificava a proposta de contenção de gastos do ministro como um “austericídio fiscal”. O documento refletia a posição oficial do partido e foi apoiado por ela.

Além disso, em discursos à militância, a petista já expressou discordância sobre a meta de déficit zero nas contas públicas, defendida por Haddad, argumentando que essa política não seria essencial para o crescimento econômico.

Gleisi Hoffmann, que também preside o PT, substituirá Alexandre Padilha na Secretaria de Relações Institucionais, enquanto ele assumirá o Ministério da Saúde. O partido contará com um presidente interino até a eleição oficial para o cargo em julho.

 

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil