A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira para que o plenário da Corte analise os pedidos de impedimento dos ministros Cristiano Zanin e Flávio Dino no julgamento da denúncia sobre a suposta trama golpista.

Os questionamentos haviam sido rejeitados em 28 de fevereiro pelo presidente do STF, Luís Roberto Barroso. A defesa de Bolsonaro, no entanto, insiste que os pedidos devem ser submetidos ao conjunto dos ministros, e não decididos monocraticamente.

Os advogados alegam que tanto Zanin quanto Dino atuaram contra Bolsonaro anteriormente e, por isso, deveriam ser declarados impedidos. Já os magistrados, em ofícios enviados a Barroso, negaram qualquer motivo para afastamento do caso. Ambos integram a Primeira Turma, responsável pela análise da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Em sua decisão, Barroso destacou que pedidos semelhantes, como os feitos contra o ministro Alexandre de Moraes, já foram negados pelo STF em outras ocasiões.

A PGR denunciou Bolsonaro, Braga Netto e outras 32 pessoas por participação em uma suposta tentativa de golpe em 2022. Todos os acusados negam envolvimento em qualquer crime e aguardam o desenrolar do julgamento na Suprema Corte.

 

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

 


3 Comentários

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    Ubiraci, março 12, 2025 06:11 @ 06:11

    Uma pessoa que viu tudo da janela e depois apagou as imagens. Outra pessoa que incorpora a trindade judicial (relator, vítima e juiz). Um processo viciado, estragado pela falta de imparcialidade e legalidade.

  • Ranieri, março 12, 2025 11:52 @ 11:52

    Kafka estava certo. A intenção de seus pensamentos já estão no tribunal da verdade.

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    Sérgio Da Costa Muniz, março 12, 2025 18:27 @ 18:27

    Qual será o medo da defesa, em querer insitar o STF, a fazer estas alterações, seria falta de profissionalismo ou desconhecimento de causa.

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