A Pfizer e a BioNTech sinalização entrar com pedido de Autorização de Uso de Emergência da 3ª dose da vacina contra a Covid-19 para crianças de cinco a 11 anos. Segundo as informações divulgadas no site oficial das empresas nesta quinta-feira (14), o pedido será feito às agências reguladoras globais com base nos dados extraídos de uma pesquisa recente.

Na pesquisa, notou-se que a produção de anticorpos contra a cepa original do SARS-CoV-2 aumentou seis vezes após a aplicação de 10 microgramas do imunizante em 140 crianças, resposta considerada “robusta”.

Outro análise da pesquisa, feito com 30 crianças na faixa etária mencionada, mostra que a produção de anticorpos aumentou 36 vezes quando se trata da variante Ômicron.

O resultado considera a comparação do aumento de anticorpos observado após a aplicação da segunda dose e o estudo é focado na imunogenicidade, que é a capacidade do sistema de defesa de desenvolver uma resposta e neutralizar o vírus.

Consultado  o Dr. Renato Kfouri, pediatra, infectologista e presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria,  as doses adicionais são uma tendência a ser adotada para todas as faixas etárias. Na sua opinião, os dados são importantes para corroborar a importância da adoção da terceira dose.

“Precisamos continuar avançando na vacinação para todas as faixas etárias. A perda de proteção após determinado intervalo já foi demonstrada, especialmente em outros países. Mesmo assim, percebemos que algumas pessoas consideram esse reforço desnecessário”, alerta o médico.

Ele acrescenta , que o Brasil tem poucos estudos que permitem avaliar a perda de proteção entre as doses e os possíveis efeitos colaterais da imunização contra a Covid-19 mas, afirma que os dados divulgados pela Pfizer e a BioNTech são confiáveis.

“Ainda precisamos ver a publicação em si, pois não tivemos acesso aos dados. Entretanto, o estudo foi bem feito e representa um avanço importante”, pontua Kfouri.

Uma das instituições que serão acionadas para a Autorização de Uso de Emergência é a Agência Europeia de Medicamentos (AEM). Entretanto, não há como prever quando os reflexos e os resultados práticos chegarão ao Brasil.