A campanha nacional de vacinação contra a gripe tem início nesta segunda-feira, 7 de abril, em todo o Brasil. A meta do Ministério da Saúde é vacinar pelo menos 90% dos grupos prioritários, que incluem crianças de seis meses a menores de seis anos, gestantes, puérperas, idosos, trabalhadores da saúde, professores da educação básica e superior, povos indígenas, pessoas em situação de rua, pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo rodoviário urbano e de longo curso, trabalhadores portuários, profissionais das Forças Armadas, forças de segurança e salvamento, além de pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, independentemente da idade. Também serão vacinados funcionários do sistema prisional e a população privada de liberdade, incluindo adolescentes e jovens entre 12 e 21 anos sob medidas socioeducativas.
O imunizante oferecido na rede pública protege contra três cepas do vírus influenza (H1N1, H3N2 e B) e tem como objetivo reduzir o número de casos graves e de mortes causadas pela doença. A vacina pode ser administrada simultaneamente com outras do Calendário Nacional de Vacinação. Ela é contraindicada apenas para crianças menores de seis meses e para pessoas com histórico de anafilaxia grave a doses anteriores.
Neste ano, o governo federal adquiriu 73,6 milhões de doses. Desse total, 67,6 milhões serão destinadas às regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste no primeiro semestre, enquanto 5,9 milhões serão enviadas à Região Norte no segundo semestre. A estratégia segue o comportamento sazonal do vírus no país: enquanto nas demais regiões o pico da circulação do vírus ocorre no outono e inverno, de abril a junho, no Norte a maior incidência acontece entre setembro e novembro, durante o chamado inverno amazônico.
A vacinação ocorrerá em duas etapas: de março a abril no Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, e em setembro na Região Norte. O Ministério da Saúde estima que a vacina seja capaz de prevenir entre 60% e 70% dos casos graves e óbitos por gripe. Em 2024, a cobertura vacinal entre os grupos prioritários foi de apenas 48,89% no Norte e de 55,19% nas demais regiões, índices considerados baixos para uma proteção eficaz da população. A pasta reforça que a influenza, assim como a covid-19, ainda representa risco à saúde pública, principalmente entre os não vacinados, e destaca que se vacinar é um ato de proteção individual e coletiva.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

