Minas Gerais reafirma sua identidade como território da fé, da tradição e da cultura durante a Semana Santa, com manifestações religiosas e culturais que atravessam séculos e marcam o imaginário do povo mineiro. O programa Minas Santa, promovido pelo Governo do Estado, consolida Minas como principal destino brasileiro de turismo religioso, conectando mais de 800 municípios em uma grande rede de valorização da espiritualidade, do patrimônio histórico e das expressões culturais ligadas ao sagrado.
A programação se estende até o Dia da Inconfidência, em 21 de abril, e envolve ações como procissões, confecção de tapetes devocionais, cordões, espetáculos teatrais e musicais, visitas a igrejas e museus, além de seminários e celebrações afro-mineiras. Destaques na capital incluem a encenação Ritos da Fé Mineira – Paixão em Cena, na sexta-feira (18), e o musical Cante Comigo: Lázaros, no sábado (19).
Em 2024, cerca de 500 mil pessoas visitaram Minas durante a Semana Santa, e para este ano, a expectativa é de 550 mil turistas, com uma movimentação econômica estimada em R$ 5,5 bilhões. O turismo religioso é uma das principais fontes de geração de emprego e renda no estado. Entre os visitantes internacionais, o Chile se destacou como principal país emissor.
O programa contempla os 853 municípios mineiros, com mais de mil distritos participantes. As manifestações religiosas incluem desde tradicionais procissões católicas até expressões da cultura gospel e celebrações de matriz africana, como a Feitura do Cordão de São Francisco, no Quilombo Pena Branca, em São Francisco, no Vale do Jequitinhonha — tradição que resiste há mais de 60 anos.
O Minas Santa também propõe novas rotas que integram fé, natureza, gastronomia e cultura, com atrações em cidades históricas como Ouro Preto, Mariana, São João del-Rei, Tiradentes e Congonhas. Em Uberaba, o Geoparque Terra de Gigantes oferece experiências únicas de turismo geológico e espiritual. Já na Rota das Artes, Belo Horizonte, Brumadinho e Ouro Preto apresentam ateliês e museus de arte sacra e contemporânea.
Cidades turísticas como Capitólio, no Sudoeste, já registram ocupação hoteleira de 100%, enquanto Ouro Preto e Tiradentes superam 90%, comprovando a força do turismo durante o período. A rede de hospedagem se prepara para receber visitantes também em destinos como São Thomé das Letras, Mantiqueira de Minas, a Cordilheira do Espinhaço e as Cachoeiras da Canastra, em Delfinópolis.
O cadastro organizado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG) reúne mais de 670 manifestações religiosas, como a Procissão da Guarda Romana, em Diamantina, a Encomendação das Almas, em Manga, e a Folia das Almas da Canastra, em Delfinópolis, evidenciando a riqueza e a diversidade dos ritos quaresmais mineiros.
Minas Gerais também aposta na integração entre turismo religioso e gastronomia, com destaque para as regiões produtoras do Queijo Minas Artesanal — reconhecido pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade — nos territórios da Canastra, Serro e Campo das Vertentes. As rotas do café e do vinho em regiões como o Sul de Minas, Cerrado Mineiro e Campo das Vertentes também têm atraído cada vez mais visitantes em busca de experiências sensoriais e culturais.
O programa Minas Santa é uma iniciativa da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), em parceria com o Iepha-MG, Fundação Clóvis Salgado e Faop. A ação conta ainda com apoio da Cemig, da Federação dos Circuitos Turísticos (Fecitur), da Associação Mineira de Municípios (AMM), da Rede Estadual de Gestores Municipais de Cultura e Turismo e da Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais.
As atividades do Minas Santa também integram o Ano Mineiro das Artes (AMA), reafirmando o compromisso do estado com a valorização da cultura, da fé e do patrimônio que moldam a alma mineira.
Foto: Nereu Jr

