O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta médica na manhã deste domingo, 4 de maio, após permanecer três semanas internado no Hospital DF Star, em Brasília. Ele foi hospitalizado no dia 13 de abril e submetido a uma cirurgia no intestino, da qual vem se recuperando desde então. Até o momento, o hospital não divulgou boletim médico oficial sobre a alta.

Ao deixar a unidade de saúde, Bolsonaro fez um breve pronunciamento ao lado de sua equipe médica. Durante a fala, voltou a criticar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. “O senhor Alexandre de Moraes acabou de dizer que agora entregou tudo para nós, referindo-se à decisão que liberou o acesso integral às provas. Ué, nós fizemos a defesa sem tudo. E mostrar o que aconteceu lá atrás e por que ele me vincula ao 8 de Janeiro, uma vez estando onde? Nos Estados Unidos”, declarou.

O ex-presidente também questionou as penas impostas aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e reiterou o pedido de anistia. “Não teve uma gota de sangue, não teve uma arma de fogo, nada”, afirmou, apesar das evidências de violência e vandalismo apontadas pelas investigações.

Ao deixar o hospital, Bolsonaro cumprimentou apoiadores que o aguardavam. O médico responsável pela cirurgia, Cláudio Birolini, também falou à imprensa. Ele explicou que o ex-presidente deverá manter repouso por até quatro semanas. “Felizmente, tudo ocorreu dentro do esperado e, hoje, nós estamos aqui, depois de 22 dias internados, recebendo alta. Ainda em fase de recuperação. Espero que o presidente siga as orientações que foram passadas, com resguardo nas próximas três ou quatro semanas”, declarou.

Birolini acrescentou que Bolsonaro deve manter uma dieta pastosa e evitar aglomerações ou atividades físicas intensas. “Vamos deixar um pouco a critério dele receber uma ou outra visita, conforme julgar necessário, mas ainda de forma bastante reservada”, completou.

O médico também recomendou que Bolsonaro não participe da manifestação pró-anistia programada para o dia 7 de maio, em Brasília. “Passamos as instruções para que ele não participe diretamente do ato, presencialmente. Isso não seria recomendável neste momento”, orientou.

Na última quinta-feira, 1º de maio, em conversa com apoiadores, Bolsonaro havia manifestado a intenção de comparecer à manifestação.

A internação do ex-presidente começou após ele sentir fortes dores abdominais durante um evento no interior do Rio Grande do Norte. Inicialmente, foi atendido em Santa Cruz, depois transferido para Natal e, posteriormente, para Brasília, onde passou por uma cirurgia que durou 12 horas. O procedimento incluiu a retirada de aderências intestinais e a reconstrução da parede abdominal.

Bolsonaro permaneceu 18 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), saindo apenas em 30 de abril. No dia seguinte, retomou a alimentação por via oral.

Foto: Wilton Junior

 


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