Nesta sexta-feira (24), o Supremo Tribunal Federal (STF) ouvirá o comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen, o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e o ex-ministro Aldo Rebelo, arrolados como testemunhas de defesa na ação penal que apura uma tentativa de golpe de Estado. A oitiva integra as diligências conduzidas pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do processo.

Olsen tentou cancelar sua participação, mas teve o pedido negado por Moraes. Ele foi indicado por seu antecessor, o almirante Almir Garnier Santos, que figura entre os réus do caso.

Mourão, vice-presidente na gestão de Jair Bolsonaro (PL), foi indicado por quatro investigados: o próprio Bolsonaro, além dos ex-ministros Walter Braga Netto, Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira. Já Aldo Rebelo, ex-ministro da Defesa no segundo governo Dilma Rousseff (PT), foi citado por Garnier, de quem foi assessor.

Também prestará depoimento Carlos Afonso Gonçalves Gomes Coelho, ex-secretário da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante a gestão de Alexandre Ramagem (PL-RJ), outro réu na ação. Coelho atuou na Polícia Federal sob o atual governo, mas foi exonerado após virar alvo da investigação sobre a chamada “Abin paralela”.

Outras testemunhas incluem Gustavo Suarez da Silva, que chefiou a segurança presidencial sob Bolsonaro, indicado por Augusto Heleno, e o coronel Alex Dall’Osso Minussi. Braga Netto, por sua vez, indicou Waldo Manuel de Oliveira Aires, integrante do Clube Militar.

Foto: Gustavo Moreno/STF

 

 


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