O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) realizará na manhã da próxima quarta-feira, dia 25, em Brasília, uma reunião fechada para tratar da possibilidade de elevação do percentual de etanol anidro na gasolina, além do aumento da proporção de biodiesel no óleo diesel. A expectativa do setor é que a mistura de etanol anidro passe dos atuais 27% para 30% e que o percentual de biodiesel no diesel suba de 14% para 15%.
O aumento da mistura de etanol anidro na gasolina pode gerar uma elevação significativa na demanda pelo biocombustível. A estimativa é que esse ajuste represente um acréscimo de cerca de 1,4 bilhão de litros de etanol anidro por ano. Já para o biodiesel, a expectativa é de um aumento de aproximadamente 670 milhões de litros anuais.
A proposta de alteração na composição da gasolina é vista como um movimento que pode trazer benefícios ambientais e econômicos. A introdução de um volume maior de etanol anidro contribui para melhorar a qualidade ambiental da gasolina, reduzindo a emissão de gases de efeito estufa. Além disso, o etanol anidro tem um custo inferior ao da gasolina, o que pode ajudar a manter maior estabilidade nos preços durante períodos de alta no valor dos combustíveis fósseis.
No mercado brasileiro, o consumo de etanol anidro atualmente gira em torno de 12,8 bilhões de litros anuais. O aumento da mistura pode também beneficiar a octanagem da gasolina, favorecendo o desempenho e a eficiência dos motores e contribuindo para mantê-los limpos por mais tempo.
A proposta de elevação dos percentuais de mistura tem sido objeto de análise por mais de um ano, com a realização de testes técnicos e laboratoriais. Os estudos foram conduzidos com automóveis e motocicletas, incluindo avaliações em laboratórios especializados e em pistas de teste.
O CNPE tem como meta deliberar sobre a viabilidade da medida com base em critérios técnicos e nos resultados dos estudos apresentados, que apontam a compatibilidade do aumento da mistura com os padrões de qualidade exigidos. O ajuste nas proporções de etanol e biodiesel está alinhado às iniciativas de redução das emissões e de incentivo à descarbonização no setor de combustíveis.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

