O Ministério da Defesa classificou como uma “ofensa grave” a declaração do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso de que as Forças Armadas “estão sendo orientadas a atacar” o processo eleitoral “e tentar desacreditá-lo”.
Por meio de nota oficial assinada pelo ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, a pasta destacou que “repudia qualquer ilação ou insinuação, sem provas, de que elas teriam recebido suposta orientação para efetuar ações contrárias aos princípios da democracia”.
“Afirmar que as Forças Armadas foram orientadas a atacar o sistema eleitoral, ainda mais sem a apresentação de qualquer prova ou evidência de quem orientou ou como isso aconteceu, é irresponsável e constitui-se em ofensa grave a essas Instituições Nacionais Permanentes do Estado Brasileiro. Além disso, afeta a ética, a harmonia e o respeito entre as instituições”, diz o comunicado.
O convite para que as Forças Armadas participassem das eleições deste ano foi feito por Barroso quando presidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De acordo com a defesa, o chamado foi atendido “republicamente” com a apresentação de “propostas colaborativas, plausíveis e exequíveis, no âmbito da Comissão de Transparência das Eleições (CTE)”.
Além disso, segundo a nota, as propostas colocadas são “calcadas em acurado estudo técnico realizado por uma equipe de especialistas, para aprimorar a segurança e a transparência do sistema eleitoral, o que ora encontra-se em apreciação naquela Comissão”.
“As eleições são questão de soberania e segurança nacional, portanto, do interesse de todos”, frisou o Ministério da Defesa, acrescentando que “as Forças Armadas, como instituições do Estado Brasileiro, desde o seu nascedouro, têm uma história de séculos de dedicação a bem servir à Pátria e ao Povo brasileiro, quer na defesa do País, quer na contribuição para o desenvolvimento nacional e para o bem-estar dos brasileiros. Elas se fizeram, desde sempre, instituições respeitadas pela população”.
“Por fim, cabe destacar que as Forças Armadas contam com a ampla confiança da sociedade, rotineiramente demonstrada em sucessivas pesquisas e no contato direto e regular com a população. Assim, o prestígio das Forças Armadas não é algo momentâneo ou recente, ele advém da indissolúvel relação de confiança com o Povo brasileiro, construída junto com a própria formação do Brasil”, concluiu a pasta

