Pelo menos seis senadores que encerram seus mandatos em 2026 avaliam não disputar a reeleição ao Senado no próximo pleito. Os motivos variam entre o desejo de concorrer a outros cargos, articulações partidárias e até a intenção de deixar a vida política.
Segundo apuração do Estadão/Broadcast, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), Cid Gomes (PSB-CE), Mara Gabrilli (PSD-SP), Paulo Paim (PT-RS), Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) e Eduardo Girão (Novo-CE) estão entre os parlamentares que não devem buscar renovar seus mandatos.
A tendência é que esse número cresça conforme as eleições se aproximam. Interesses partidários, estratégias individuais e a alta competitividade na disputa devem intensificar a movimentação. A eleição de 2026 promete ser uma das mais disputadas dos últimos anos, com a direita mirando conquistar maioria no Senado. No total, 54 das 81 cadeiras da Casa estarão em disputa.
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, estuda priorizar a disputa pelo governo de Minas Gerais em 2026. Caso não viabilize a candidatura, Pacheco pode buscar um cargo de ministro em um eventual novo governo ou simplesmente deixar a vida pública. O senador é próximo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que no dia 12 de junho chegou a se referir a ele como “futuro governador” durante um evento em Minas, arrancando aplausos da plateia. Pacheco, no entanto, enfrenta disputas internas no PSD, especialmente com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
Rodrigo Pacheco iniciou sua trajetória política como deputado federal, tendo presidido a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Em 2018, foi eleito senador e posteriormente presidiu o Senado por quatro anos.
No Ceará, o senador Cid Gomes deve apoiar o deputado federal Júnior Mano (PSB-CE) como seu possível sucessor no Senado. Cid, irmão de Ciro Gomes, nega que esteja planejando concorrer ao governo do Estado, mas afirma que deseja seguir atuando politicamente e manter sua militância.
Mara Gabrilli, inicialmente disposta a disputar a reeleição, reviu seus planos. Segundo a Coluna do Estadão, por orientação do presidente nacional do PSD, ela deve concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo. A mudança atende a interesses do partido, que busca abrir espaço para nomes alinhados à direita com o objetivo de fortalecer acordos políticos.
Após três mandatos consecutivos no Senado, Paulo Paim anunciou que não buscará a reeleição. Filiado ao PT há 40 anos, o senador gaúcho pretende permanecer nas articulações políticas da esquerda, mas não ocupará cargo eletivo.
Oriovisto Guimarães também confirmou ao Estadão/Broadcast que se retirará da vida pública no fim de 2026. Um dos parlamentares mais ricos do Congresso, com patrimônio declarado de R\$ 239 milhões em 2018, o senador paranaense afirmou que sua intenção sempre foi cumprir apenas um mandato.
Já Eduardo Girão pretende disputar o governo do Ceará em 2026. Ligado ao bolsonarismo e ex-presidente do Fortaleza Esporte Clube, Girão se lançou candidato à prefeitura de Fortaleza em 2024, mas obteve pouco mais de 1% dos votos.
Com informações do Estadão
Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

