O governo federal liberou R$ 1,15 bilhão em emendas parlamentares entre segunda-feira e quarta-feira, justamente no período em que enfrentou uma derrota no Congresso com a derrubada do decreto que aumentava a cobrança do IOF no país. Mesmo com a liberação dos recursos, os parlamentares decidiram votar contra o governo Lula.

Até o dia 23 deste mês, o governo havia liberado R$ 776 milhões em emendas no ano. O valor era considerado baixo em comparação com o total reservado no orçamento para os parlamentares, o que vinha gerando insatisfação tanto na Câmara quanto no Senado. Apenas entre segunda e quarta-feira, o governo empenhou mais de R$ 1 bilhão, elevando o total das emendas liberadas em 2025 para R$ 1,9 bilhão.

Na quarta-feira, o Congresso aprovou o projeto de decreto legislativo que suspendeu o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O texto foi aprovado na Câmara por 383 votos a favor e 98 contrários. No Senado, a aprovação foi simbólica, sem registro nominal de votos.

O projeto entrou de forma repentina na pauta no fim da noite de terça-feira, em meio ao agravamento das tensões entre o Congresso e o governo. O estopim foi a disputa sobre um projeto que pode resultar no aumento das tarifas de energia elétrica. Parlamentares relataram irritação com o que classificaram como uma tentativa do governo de transferir ao Congresso a responsabilidade pelo desgaste político de um eventual reajuste nas contas de luz. A semana, que seria de poucas votações por causa das festas de São João, acabou marcada por decisões importantes.

Foto: Roque de Sá/Agência Senado

 

 

 


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