A partir desta terça-feira, 1º de julho, a vacina meningocócica ACWY passa a ser oferecida no Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças com 12 meses de idade. A mudança foi anunciada recentemente pelo Ministério da Saúde e amplia a proteção contra os principais sorogrupos da bactéria causadora da meningite.
Até então, o calendário de vacinação contra a meningite incluía duas doses da vacina meningocócica C, aplicadas aos três e cinco meses de idade, com um reforço da mesma vacina aos 12 meses. Com a atualização, o reforço que era feito com a meningocócica C agora será substituído pela vacina ACWY, que protege contra os sorogrupos A, C, W e Y.
Antes da mudança, a vacina ACWY era disponibilizada na rede pública apenas para adolescentes entre 11 e 14 anos, sendo aplicada em dose única ou como reforço, dependendo do histórico vacinal.
O Ministério da Saúde esclareceu que crianças que já receberam as duas doses da meningocócica C, além do reforço aos 12 meses, não precisam ser vacinadas com a ACWY neste momento. Já as crianças que ainda não tomaram a dose de reforço podem receber diretamente a ACWY a partir de agora.
De acordo com os dados mais recentes do ministério, o Brasil já registrou, em 2025, um total de 4.406 casos confirmados de meningite. Desse total, 1.731 foram causados por bactérias, 1.584 foram do tipo viral e 1.091 ocorreram por outras causas ou tipos não identificados.
O Ministério da Saúde também reforçou que outras vacinas disponíveis no SUS, como a BCG, a penta e as pneumocócicas 10, 13 e 23-valente, contribuem para a proteção contra algumas formas de meningite.
A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Ela pode ter origem bacteriana, viral, fúngica, parasitária ou não infecciosa, como nos casos relacionados a câncer, lúpus, efeitos adversos de medicamentos ou traumatismos.
Segundo o ministério, as meningites bacterianas são mais comuns no outono e inverno, enquanto as meningites virais costumam ocorrer com maior frequência na primavera e no verão.
Foto: Josué Damacena/Fiocruz

