O ex-presidente Jair Bolsonaro esteve nesta segunda-feira (21) na Câmara dos Deputados para se reunir com parlamentares da oposição. O encontro teve como objetivo definir estratégias para contestar as medidas cautelares impostas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Entre essas medidas está a obrigatoriedade do uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de conceder entrevistas ou utilizar redes sociais.

Inicialmente, estava prevista uma coletiva de imprensa com Bolsonaro, mas ele desistiu após a decisão judicial. Ainda assim, ao sair do Congresso, cercado por apoiadores e jornalistas, fez uma breve declaração: “Não roubei os cofres públicos, não desviei recurso público, não matei ninguém. É um símbolo da máxima humilhação. Estou aqui porque sou inocente. É uma covardia com um ex-presidente da República. O que vale para mim é a lei de Deus”.

Durante o encontro, deputados e senadores de oposição definiram pautas prioritárias em reação às medidas judiciais. Segundo o líder do PL na Câmara, Sostenes Cavalcante (RJ), uma das prioridades será pressionar o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), a pautar o projeto de anistia a presos e condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, além de uma Proposta de Emenda à Constituição que altere as regras do foro privilegiado, permitindo que casos como o de Bolsonaro sejam julgados pela justiça comum.

O PL também organizou três comissões para coordenar a resposta às sanções impostas ao ex-presidente. Uma comissão de comunicação, sob liderança de Gustavo Gayer (PL-GO); uma de mobilização parlamentar, liderada por Cabo Gilberto (PL-PB); e uma de mobilização nacional, voltada a dar voz a Bolsonaro junto ao agronegócio e aos caminhoneiros, coordenada por Zé Trovão (PL-SP) e Rodolfo Nogueira (PL-MS).

No Senado, segundo a senadora Damares Alves (PL-DF), a prioridade será intensificar o pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes.

Alan Santos/Câmara dos Deputados

 


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