O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (24), em Brasília, que a equipe técnica da pasta apresentará planos de contingência nesta quinta-feira. Esses cenários serão levados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na próxima semana. Segundo Haddad, o esforço de negociação com os Estados Unidos continua, embora ele reconheça que as decisões estão centralizadas na Casa Branca. Ele explicou que, até o momento, o diálogo não ocorre diretamente com o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, mas com equipes técnicas. O vice-presidente Geraldo Alckmin, segundo Haddad, tem mantido conversas com secretários norte-americanos.
“A informação que chega é que o Brasil tem um ponto, tem razão de querer sentar à mesa. Mas o tema está muito concentrado na assessoria da Casa Branca. Daí a dificuldade de entender melhor qual vai ser o movimento de lá”, afirmou o ministro ao deixar o ministério.
Indagado sobre a possibilidade de os Estados Unidos implementarem uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros, Haddad afirmou que negociações internacionais já renderam boas surpresas, mas ressaltou que isso depende de um diálogo aberto entre os dois países. “Temos que estar preparados para sentar à mesa e expor nosso ponto de vista com base técnica. Nós queremos um debate técnico, queremos um debate que use a racionalidade”, reforçou.
Haddad mencionou que outros países também estão se movimentando diante do cenário de tensão comercial. “Europa e Japão se movimentaram, Indonésia, Filipinas, Vietnã se movimentaram”, observou o ministro, sugerindo que o Brasil deve estar pronto para participar das rodadas de negociação com firmeza e argumentos consistentes.
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