O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou nesta quinta-feira, 24 de julho, durante evento ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que a “traição à democracia brasileira” não faz parte de sua trajetória política. Ao rechaçar qualquer possibilidade de apoio a uma proposta de anistia ampla e irrestrita aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, o senador reforçou seu compromisso com o Estado Democrático de Direito. “Tenho na minha biografia política de dez anos erros e acertos, mas não está entre os erros ter traído a democracia do nosso país”, declarou.
Pacheco relembrou sua atuação como presidente do Congresso Nacional durante o processo eleitoral de 2022, enfatizando que sempre deixou claro que o presidente eleito tomaria posse em 1º de janeiro de 2023. Ele também destacou seu papel na defesa da Justiça Eleitoral, especialmente quanto à confiabilidade das urnas eletrônicas. “Não posso concordar com a tentativa de transformar o 8 de janeiro em um passeio no parque”, afirmou, ao criticar a tentativa de setores políticos de relativizar a gravidade da tentativa de golpe.
O discurso foi feito em Minas Novas, no Vale do Jequitinhonha, durante a cerimônia de anúncio de recursos do governo federal para comunidades tradicionais e populações vulneráveis. O destaque foi para o investimento de R$ 1,17 bilhão na construção de 249 escolas voltadas a comunidades indígenas e quilombolas.
Pacheco reforçou que não há espaço para indulgência diante dos ataques que atingiram o coração da democracia brasileira. “Depois de tudo o que aconteceu, com planos de golpe, minutas golpistas, depredação de prédios públicos e cooptação da sociedade, querer anistia geral é inaceitável”, declarou. Ele elogiou a resiliência das instituições nacionais diante das ameaças e exaltou a atuação de universidades, movimentos sociais, sindicatos e partidos políticos em defesa da democracia.
O senador, cotado para disputar o governo de Minas Gerais em 2026 com o apoio de Lula, também fez elogios à atuação do presidente no estado. Ressaltou a importância do governo federal no processo de renegociação da dívida estadual, no acordo de reparação da tragédia de Mariana, na recuperação das estradas federais e na construção de barragens de água. “Lula tem sido essencial para Minas Gerais e será ainda mais importante no seu próximo mandato”, concluiu.
Foto: Cláudio Kbene / PR

