O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Auditoria Fiscal do Trabalho (AFT), resgatou no dia 22 de julho dezoito trabalhadores em condições degradantes em uma fazenda na zona rural do município de Ubaí, no Norte de Minas Gerais. A ação, que contou com o apoio da Polícia Federal, fiscalizou quatro carvoarias instaladas na mesma propriedade. Entre os trabalhadores resgatados estava um homem de 64 anos.

Segundo a equipe da Inspeção do Trabalho, os resgatados estavam submetidos a uma rotina de violações graves: não recebiam salários, não tinham acesso a água potável, viviam em condições precárias de higiene e alimentação, e não dispunham de equipamentos de proteção individual. Dormiam em barracas improvisadas de lona, sobre estruturas de pau a pique.

A fiscalização identificou que os empregadores tinham total conhecimento da situação e utilizavam terceirização irregular para intermediar a mão de obra, por meio de pessoas físicas, tentando se eximir das obrigações legais. Os proprietários do imóvel afirmaram que as terras estavam arrendadas, mas os responsáveis diretos pelas carvoarias foram notificados e deverão responder a multas administrativas, além de arcar com o pagamento de verbas rescisórias e outros direitos trabalhistas.

As vítimas foram levadas de volta às suas cidades de origem, como São João da Ponte, Ubaí e São Romão. Diante da recusa dos empregadores em custear o transporte, o deslocamento foi garantido pelo próprio MTE.

Denúncias de trabalho análogo à escravidão podem ser feitas anonimamente pelo Sistema Ipê, disponível em [https://ipe.sit.trabalho.gov.br](https://ipe.sit.trabalho.gov.br). A plataforma, criada em 2020, é resultado de parceria entre a Secretaria de Inspeção do Trabalho e a Organização Internacional do Trabalho e visa ampliar o combate a esse tipo de crime.

Foto: Divulgação/ MTE

 


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