O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, fez duras críticas à atuação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) na disputa tarifária entre Brasil e Estados Unidos. Em entrevista ao programa “Canal Livre”, da Band, exibida na noite de ontem, Kassab classificou a postura do parlamentar como “totalmente inadequada” e disse que ela representa “um erro muito grande” por não se alinhar à defesa dos interesses brasileiros.
“Acho que o grande erro do Eduardo Bolsonaro tem sido se colocar em solidariedade ao tarifaço. Isso, para um brasileiro e para um deputado federal, é totalmente inadequado. Na hora em que ele não se alinha àqueles que defendem os interesses do Brasil, é um erro muito grande”, afirmou.
Kassab também condenou a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e outras autoridades brasileiras, classificando-a como “inadequada” e “uma arma muito poderosa que não foi feita para isso”. Questionado sobre a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), disse que a medida poderia gerar novas retaliações americanas. “O principal assistente do secretário de Estado americano fez chegar, através da embaixada americana, um comunicado com ameaças grandes e graves. Eu tenho receio, e acho que todo brasileiro deverá ter, porque foi feita uma ameaça”, alertou.
Ele se referia a uma mensagem replicada pela embaixada brasileira, originalmente publicada pelo subsecretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, que acusou um ministro do STF de “usurpar poder ditatorial” e ameaçar líderes de outros Poderes. O Itamaraty respondeu afirmando que a fala continha “falsidades” e configurava “ataque frontal à soberania brasileira”, reiterando que o Brasil não se “curvará a pressões”.
Sobre o cenário eleitoral, Kassab disse que o PSD pretende lançar candidatura própria à Presidência em 2026, citando os governadores Ratinho Júnior (PR) e Eduardo Leite (RS) como nomes disponíveis. No entanto, admitiu possibilidade de composição com Tarcísio de Freitas, caso ele opte por disputar o Planalto. “Não haverá problema de compor com Tarcísio, se ele entender que o melhor para o Brasil e para São Paulo seja sua candidatura”, disse, ponderando que vê a reeleição estadual como o caminho mais indicado para o governador paulista.
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