A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu nesta quarta-feira (13) ao Supremo Tribunal Federal (STF) sua absolvição na ação penal que apura a chamada trama golpista. O pedido foi feito nas alegações finais encaminhadas ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, no último dia do prazo de 15 dias para apresentação das manifestações, que se encerrou às 23h59.

Essa é a última oportunidade para os réus se pronunciarem antes do julgamento que poderá resultar na condenação ou absolvição dos acusados. No documento, os advogados de Bolsonaro afirmam que ele não praticou atos para promover um golpe de Estado nem para reverter o resultado das eleições de 2022. “A verdade, que a muitos não interessa, é que não há uma única prova que atrele o Peticionário ao plano ‘Punhal Verde e Amarelo’ ou aos atos dos chamados Kids Pretos e muito menos aos atos de 8 de janeiro”, declarou a defesa.

Além de Bolsonaro, outros seis aliados devem apresentar suas alegações. Na condição de delator, o ex-ajudante de ordens Mauro Cid entregou seu documento no mês passado.

Os advogados classificaram o processo como “histórico e inusitado” e criticaram a delação premiada de Cid. “Uma delação manipulada desde o seu primeiro depoimento e, portanto, imprestável. Mauro Cid se protegeu apontando o dedo àqueles cujos atos foram sempre públicos e de governo”, sustentou a defesa.

Após o recebimento das alegações, Moraes deverá liberar a ação para julgamento referente ao núcleo 1 da denúncia contra Bolsonaro e seus aliados. A decisão sobre a data caberá ao presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin. A expectativa é que o julgamento ocorra em setembro.

Os réus respondem por crimes como organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado por violência e grave ameaça, além de deterioração de patrimônio tombado.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

 

 


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